Atualização quinzenal de preços: mercado lácteo oscila, GDT sobe e spot mantém queda no Brasil

Com o objetivo de atualizar os leitores sobre os principais movimentos do mercado lácteo, o MilkPoint, em parceria com o MilkPoint Mercado, traz um panorama quinzenal com os acontecimentos mais relevantes de preços no setor.

Publicado por: MilkPoint

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Com o objetivo de atualizar os leitores sobre os principais movimentos do mercado lácteo, o MilkPoint, em parceria com o MilkPoint Mercado, traz um panorama quinzenal com os acontecimentos mais relevantes de preços no setor.

Confira os destaques mais recentes:

Preços internacionais: o 403º leilão da Global Dairy Trade (GDT) apresentou alta de 1,5% no price index, interrompendo a sequência recente de recuos observada nos eventos anteriores. Apesar do avanço no índice, o preço médio dos produtos negociados foi de USD 4.127/tonelada. O resultado indica um mercado ainda oscilante, mas com sinais de sustentação em algumas categorias importantes, especialmente nos leites em pó. Nos leites em pó, o leilão apresentou altas relevantes. O leite em pó desnatado (LPD) avançou 3,0%, atingindo USD 3.547/tonelada, enquanto o leite em pó integral (LPI), principal produto negociado no evento, registrou valorização de 2,2%, sendo cotado a USD 3.741/tonelada. Esse movimento indica maior sustentação para o segmento, após os ajustes observados nas últimas edições. 

Leite spot: todos os estados registraram queda de preços na primeira quinzena de maio, continuando o movimento de baixa observado na quinzena anterior, ainda sinalizando um ambiente mais cauteloso nas negociações entre indústrias. Na média Brasil, o valor recuou para R$ 2,970/litro, com baixa de R$ 0,315/litro em relação à quinzena anterior. 

Leite UHT: na última semana, o mercado de UHT seguiu pressionando com os informantes relatando maior dificuldade nas vendas. Diante desse cenário, houve tentativas de reajustes para baixo nos preços, na busca por estimular os negócios e melhorar o escoamento do produto. Os preços médios ficaram na faixa de R$ 4,33 a R$ 4,65/litro, com destaque para o Nordeste (R$ 4,65) e o Paraná (R$ 4,56) nas maiores cotações, enquanto o Rio Grande do Sul apresentou o menor nível (R$ 4,33). As quedas mais intensas foram registradas em Goiás (-R$ 0,33), seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais (ambos com -R$ 0,22) e São Paulo (-R$ 0,21).

Muçarela: o mercado de muçarela apresentou menor volume de negociações nesta semana, refletindo um cenário mais travado. Segundo os informantes, o varejo tem reduzido as reposições, acreditando em novos recuos nos preços, o que tem levado a indústria a realizar ajustes negativos nas cotações para conseguir efetivar os negócios. Os preços médios ficaram entre R$ 32,7/kg (RS) e R$ 35,1/kg (MG), com recuos mais intensos em Goiás (-R$ 1,0), seguido por São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (todos com -R$ 0,6).

Leite em pó: o mercado de leite em pó apresentou estabilidade nesta semana nos três segmentos monitorados. O cenário internacional mais firme tem contribuído para uma melhor sustentação das cotações, embora o mercado interno ainda siga mais frio, com negociações em ritmo devagar. O LPI (leite em pó integral) avançou para R$25,9/kg, o LPF (leite em pó fracionado) permaneceu em R$30,6/kg e o LPD (leite em pó desnatado) registrou leve recuo, fechando em R$22,9/kg. 

Milho: o milho oscilou na primeira quinzena de maio, com suporte inicial da demanda externa e das exportações dos EUA, além das preocupações com a safrinha no Brasil. O avanço no plantio norte-americano, dólar mais fraco e a maior oferta interna limitaram o aumento dos preços, apresentando média de R$66,04/saca, uma leve queda em relação à última quinzena.

Soja: a soja se manteve volátil na quinzena, sustentada inicialmente pela demanda interna nos EUA, pelo farelo e pelas expectativas de negociação entre EUA e China. No entanto, a ausência de novas compras chinesas, dólar mais fraco e a baixa liquidez no mercado interno limitaram o preço. Na precificação, a soja apresentou média de R$128,77/ saca na primeira quinzena de maio, mostrando leve aumento em relação à quinzena anterior.

Oferta: a oferta de leite segue condicionada pela sazonalidade típica da entressafra, com menor disponibilidade de matéria-prima. Esse cenário mantém a produção mais restrita no campo, refletindo as condições climáticas menos favoráveis às pastagens e o encarecimento relativo da produção. Com menor volume disponível, a captação da indústria fica mais limitada, reforçando um ambiente de menor oferta de leite no curto prazo.

Demanda: do lado da demanda, o repasse das altas recentes dos derivados ao varejo passou a limitar o ritmo de consumo na ponta final. Com preços mais elevados ao consumidor, o varejo adotou uma postura mais cautelosa nas compras junto à indústria, reduzindo o volume de reposições. Esse movimento pressionou as cotações dos derivados e trouxe um viés de queda para o mercado no curto prazo.

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