Tamanho & crescimento
Segundo a Mintel, o mercado brasileiro de queijos, que cresceu em volume 9,4% ao ano e em faturamento total 7,7% ao ano no período de 2006 a 2013, deverá aumentar seu ritmo de crescimento até 2017. A projeção da empresa de pesquisa é de que os volumes vendidos cresçam, em média, 11,4% ao ano entre 2014 e 2017, e os valores anuais de venda 11,1% ao ano, no mesmo período (observe no gráfico 1 a evolução de valores e volumes de queijo no Brasil).
Gráfico 1. Brasil - Tamanho do mercado de queijos (Volume e Valor) e projeções até 2017
Fonte: Dados relatório da Mintel
Desta forma, este mercado deverá atingir R$ 20 bilhões em vendas em 2017. Um ponto interessante é a relação entre o crescimento de volume e a evolução do faturamento anual do setor. Até 2013 o principal fator de crescimento do setor foi o volume (que cresceu 9,4% ao ano contra um crescimento de 7,7% do valor). Entre 2014 e 2017, segundo o trabalho da Mintel, o volume segue crescendo mais (11,4% ao ano), mas o valor cresce quase na mesma dimensão (11,1%). Ou seja, o crescimento em volume, que foi 22% maior que o crescimento em valor até 2013, passa a ser “somente” 2,8% maior que o crescimento em valor de 2014 a 2017, indicando que, na cesta de produtos, são incluídos produtos de maior valor agregado.
Consumo per capita
O consumo per capita de queijos no Brasil teve crescimento médio anual de 8,3% ao ano entrre 2006 e 2013 segundo a Mintel. Esta evolução levou o consumo brasileiro a uma média per capita de 5,3 kg por ano, que já é maior do que o consumo verificado no México (mercado ao qual normalmente somos comparados quando avaliam-se o tamanho e o potencial de determinado mercado, o interesse em investimentos multinacionais, entre outros parâmetros).
A projeção da Mintel é de que cheguemos a um consumo per capita de 8 kg de queijos por habitante ano em 2017, projetando um crescimento anual médio de 10,5% entre 2014 e 2017. Atingindo este consumo, teremos ainda um consumo igual a medade do consumo americano (veja no gráfico 2 a evolução e projeção do consumo per capita nos três mercados mencionados).
Gráfico 2. Brasil - Evolução e projeção do consumo per capita de queijos
Fonte: Dados do relatório da Mintel
Diferenciação de produtos
Segundo a Mintel, o perfil de consumo de queijos no Brasil é ainda muito baseado em queijos “convencionais”, como a muçarela, o queijo prato e o requeijão. Esta informação é confirmada pelos dados da ABIQ (Associação Brasileira das Indústrias de Queijo) sobre a participação das diferentes categorias de queijos no total produzido no país (observe o gráfico 3); quase 70% do volume é produzido em muçarela, queijo prato e requeijão.
Gráfico 3. Brasil - Participação das categorias no volume total de produção de queijos
Fonte: ABIQ
Uma informação interessante da pesquisa realizada pela Mintel indica a penetração de diferentes tipos de queijos; numa amostra de 1.500 adultos acima de 16 anos, verifica-se o percentual de entrevistados que já consumiu cada tipo de queijo. A conclusão é de que há muitas oportunidades de crescimento da penetração (e, portanto, do consumo) de queijos de maior valor agregado (observe a penetração de diferentes tipos de queijos no gráfico 3).
Gráfico 4. Penetração de diferentes tipos de queijos (*)
Fonte: Dados do relatório da Mintel
Caso queira ter acesso a publicação completa, bem como a outros relatórios sobre tendências no consumo de derivados lácteos, contacte a Mintel pelo email brasil@mintel.com ou pelo telephone 0-800-095-9094 (Ramal 1). Mais informações Mintel: brasil.mintel.com
