A previsão de uma onda de tempestades no Rio Grande do Sul nesta semana pode agravar a situação nas áreas rurais que já apresentam excesso de umidade e formação de barro. O último Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na última semana, indicou que há dificuldades para o acesso às pastagens na bovinocultura de leite, além de aumento dos riscos de mastite e de doenças no casco em determinadas regiões.
Em algumas propriedades da região de Santa Rosa, o excesso de umidade das semanas anteriores ocasionou danos pontuais por pisoteio e dificultou o manejo, mas não comprometeu a alimentação dos animais. Segundo a Emater/RS-Ascar, os produtores seguem realizando suplementação alimentar com silagem e concentrados, especialmente para vacas em pico de lactação.
O informativo mostrou pequena redução na produção de leite nos sistemas de produção a pasto na região de Ijuí. Já nos sistemas confinados, não houve alterações. Nos sistemas estabulados, persiste a dificuldade para reduzir a umidade da cama dos animais, embora o conforto térmico esteja satisfatório.
Por outro lado, a redução do encharcamento em algumas áreas tem favorecido a movimentação dos animais e o acesso às forrageiras. Na região de Bagé, por exemplo, as vacas alimentadas em campo nativo apresentam recuperação da condição corporal. Esse cenário marca o retorno dos produtores sazonais à atividade e o aumento da produção dos que efetuam a entrega de leite durante todo o ano, mas não realizam investimentos significativos em pastagens de inverno ou na suplementação com fenos e silagens.
As informações são do Correio do Povo.
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