
O detector eletrônico de cio é uma invenção de vários professores de um colégio técnico próximo à capital da Suíça, Berna. Essa tecnologia preenche uma lacuna no mercado, disseram eles, porque com a exigência cada vez maior de produção, as vacas estão mostrando menores sinais de cio. Isso dificulta aos produtores suíços usar as tradicionais inspeções visuais para saber utilizar o touro ou a inseminação artificial.
O sensor implantado nos genitais das vacas mede o calor corpóreo, que transmite o resultado a um sensor afixado no pescoço da vaca que mede o movimento corporal, já que vacas no cio ficam inquietas. "Os resultados são combinados, usando algoritmos, e se a vaca estiver no cio, uma SMS é enviada ao produtor", disse o especialista em computação que ajudou a desenhar o sistema, Claude Brielmann. O detector no pescoço da vaca é equipado com um cartão SIM, de forma que o produtor pode pagar pelas mensagens.
"Nossa taxa de reconhecimento é de cerca de 90%", disse Brielmann.

Alguns produtores de leite estão céticos com o dispositivo por causa do seu custo, que deverá ser de pelo menos US$ 1.400 por unidade.
Porém, especialistas disseram que as medidas tomadas para aumentar a produção das vacas - adicionando proteínas, minerais e vitaminas à sua ração - altera o metabolismo do animal, tornando o dispositivo cada vez mais necessário. "Com a maior produtividade, existe uma queda na atividade reprodutiva", disse o veterinário, Samuel Kohler, que está entre os desenvolvedores do dispositivo e agora é diretor da companhia chamada Anemon, que espera vendê-lo. "Acontece frequentemente de você perder o momento certo".
De acordo com o Departamento de Agricultura do Governo de Bern, a cada ano, cerca de 2% das fazendas fecham, incapazes de competir com produtores maiores e mais eficientes.
Kohler disse que não espera oposição significante por parte de grupos de defesa dos animais ao dispositivo, por não se tratar de crueldade.
A reportagem é do The New York Times, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint.