Sustentabilidade e eficiência guiam o futuro da pecuária leiteira

Pesquisador da Universidade de Kiel aponta que o uso racional de recursos e a cooperação entre fazendas são o caminho para uma produção de leite mais sustentável.

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Conciliar produtividade e sustentabilidade é um dos maiores desafios da pecuária leiteira moderna — e também uma das maiores oportunidades. A avaliação é do pesquisador Dr. Ralf Loges, da Universidade de Kiel (Alemanha), que apresentou no Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL) estratégias aplicadas na Europa para equilibrar desempenho produtivo e conservação ambiental.

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Segundo Loges, o setor leiteiro europeu enfrenta pressões crescentes relacionadas à mudança climática, emissões de gases de efeito estufa e bem-estar animal, ao mesmo tempo em que precisa manter a competitividade em um mercado cada vez mais exigente. “Temos produtividade elevada, mas também muitos desafios com a aceitação social da agricultura moderna, os custos crescentes e a necessidade de reduzir perdas de nutrientes e emissão de carbono”, destacou.

Entre as práticas adotadas na Alemanha, o pesquisador citou o manejo eficiente do nitrogênio, a integração entre lavouras e sistemas pecuários e o uso de cruzamentos genéticos para desenvolver animais mais robustos e adaptados a sistemas de pasto. Loges coordena experimentos de longo prazo na estação experimental Lindhof, voltados a medir o sequestro de carbono no solo e a eficiência da ciclagem de nutrientes em propriedades leiteiras.

O especialista defende que a cooperação entre fazendas agrícolas e pecuárias é uma via promissora para reduzir a dependência de insumos externos e melhorar a sustentabilidade global das cadeias. “Chamamos isso de fazendas virtualmente integradas. Uma produz grãos e forragens, outra fornece esterco e matéria orgânica, e ambas se beneficiam”, explicou.

Além da integração, Loges ressaltou o papel do pastoreio bem manejado na melhoria da saúde do solo, na biodiversidade e no bem-estar animal. Ele também destacou que a busca por eficiência no uso de recursos, e não apenas por volumes de produção, deve ser o norte dos novos sistemas. “É preciso olhar o equilíbrio: produzir bem, mas com menos impacto, garantindo a viabilidade das próximas gerações”, concluiu.

As informações são da Feed & Food.

 

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