Com integração, CCLB aumentou capacidade de produção em 100 mil litros diários
A integração foi a alternativa encontrada por sete cooperativas baianas para solucionar o problema dos produtores do sul do Estado no relacionamento com as indústrias. A iniciativa foi revelada durante evento promovido pelo Sebrae na Fenagro 2003, realizada em Salvador, BA, até domingo (07).
De acordo com Almir Miranda Fernandes, presidente da CCLB (Cooperativa Central de Laticínios da Bahia), que existe há 35 anos, o sistema envolve sete cooperativas singulares. "A opção pela integração surgiu da necessidade de corrigir o preço pago pela indústria, na safra, aos mais de seis mil mini e pequenos produtores do semi-árido", observou o presidente, comentando que, com isso, a Cooperativa aumentou em mais 100 mil litros por dia sua capacidade, que estava em torno de 350 mil litros.
O processo de integração, segundo Fernandes, teve início há quatro anos, concretizando-se depois de quatro encontros para discutir sobre o sistema no sul da Bahia.
Outro problema que levou à integração, como revelou o presidente da CCLB, foi o abandono de 300 mil litros no sul do Estado, causado pela queda dos preços e pela recusa do recebimento do leite pelas indústrias. "O governo chamou a Cooperativa e resolvemos pegar 100 mil litros", explicou. O governo baiano, por meio do programa Cesta do Povo, paga quinzenalmente às cooperativas pelo leite do sul do Estado.
Fernandes destacou que a integração tem ajudado a melhorar os parques industriais, alguns, segundo ele, com sérios problemas de ociosidade. "As fábricas estavam fechadas, sucateadas, com um passivo impagável, especialmente devido a causas trabalhistas, que chegavam a mais de R$ 300 mil", criticou.
O secretário de Agricultura da Bahia, Pedro Barbosa, empolgou-se com a idéia, segundo o presidente da CCLB, "principalmente, devido à geração de emprego e renda para produtores que coletam pequenos volumes de leite, retirando-os da informalidade e evitando que deixem de produzir".
Fernandes garantiu que, no sistema de integração, o que sobra em uma cooperativa singular volta para o produtor.
Para o futuro, ele disse que tem sido realizado um estudo quanto ao volume que cada produtor se comprometerá a entregar. "Queremos trabalhar de maneira planejada e sabemos que há condições de fazê-lo de janeiro a janeiro", observou.
O presidente da CCLB considerou que a estratégia para o cooperativismo avançar envolve programas específicos de educação e capacitação da base.
Rodrigo Alvim, da CCPL/CNA (Comissão Nacional de Pecuária de Leite/Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), que fez palestra aos produtores no mesmo evento, sugerindo a redução da produção para recuperação dos preços, reforçou a opinião de Fernandes, dizendo que os problemas das cooperativas se concentram nas pessoas e nos erros de gestão. Independentemente do modelo, as cooperativas, para Alvim, "têm de ser competitivas e deixar de administrar vícios".
Fonte: Mirna Tonus, da Equipe MilkPoint
Sistema integrado une cooperativas da Bahia
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
QUER ACESSAR O CONTEÚDO?
É GRATUITO!
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.