Sindileite investe no combate à mastite

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O Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados de Santa Catarina (Sindileite) inicia em fevereiro a distribuição de 10 mil "canecas de fundo preto" para pequenos produtores de leite do estado. É o que informa reportagem de Rogério Kiefer, publicada hoje na Gazeta Mercantil. No equipamento, espécie de copo no qual há peneiras onde o líquido fora de condições normais forma pequenas placas, é detectada a mastite bovina (inflamação no úbere da vaca). Junto com a caneca, a entidade também vai distribuir cartilhas com informações sobre o uso do equipamento e o tratamento da doença.

O projeto, orçado em aproximadamente R$ 30 mil, é patrocinado pela fabricante de embalagens Tetrapack, pela indústria de equipamentos de ordenha Delaval e pelo próprio Sindileite.

Não há números exatos sobre os efeitos da doença, mas o diretor secretário do sindicato, Walter Hoeschl Neto, diz que metade do rebanho catarinense pode estar infectado.

A distribuição das canecas e dos livretos informativos, no entanto, é apenas uma das ações planejadas pelo Sindileite para combater a mastite. A outra, mais importante, ainda não tem data para sair do papel. É a construção, em Lages, de um laboratório onde será possível realizar o exame de Contagem de Células Somáticas (CCS), meio clínico de descobrir se vacas estão com o úbere inflamado. Atualmente os produtores do estado precisam enviar amostras do leite para análise no Paraná. O projeto técnico do laboratório, feito em parceria com o Centro de Agroveterinária da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), de Lages, está pronto. Orçado em US$ 60 mil, não saiu do papel até agora por falta de financiamento.

Além da mastite, os produtores do estado, principalmente para os de pequeno porte, têm uma outra preocupação, referente à portaria federal que determina que a indústria só compre leite resfriado ainda nas propriedades. Dependendo da capacidade, um resfriador de leite pode custar de R$ 3 mil a R$ 7 mil.

Segundo Hoeschl, há linhas de financiamento específicas para compra do equipamento. "Os pequenos produtores, no entanto, não têm condições de atender todas as garantias exigidas pelos bancos antes da liberação dos recursos". A saída, acredita o Sindileite, será o estado, através da Agência Catarinense de Fomento S/A (Badesc) ou de outro mecanismo, dar as garantias para o financiamento. Ainda não há encontros marcados, mas a entidade pretende discutir o assunto com o governador Esperidião Amin.

Por Rogério Kiefer, para Gazeta Mercantil, 19/01/01
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