Serlac: produção de leite em pó deve crescer 40%

Até 2012, a capacidade produção de leite em pó no país deverá crescer cerca de 40% e alcançar 700 mil toneladas por ano, segundo projeção da Serlac, trading responsável pela maior parte das exportações brasileiras do produto.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Até 2012, a capacidade produção de leite em pó no país deverá crescer cerca de 40% e alcançar 700 mil toneladas por ano, segundo projeção da Serlac, trading responsável pela maior parte das exportações brasileiras do produto.

Atualmente, a capacidade instalada para fabricação de leite em pó é de aproximadamente 500 mil toneladas anuais, e o Brasil exporta o equivalente a 75 mil toneladas, de acordo com o presidente da Serlac, Alfredo de Goeye. Quando todos os novos projetos e ampliações estiverem finalizados, e a produção chegar a 700 mil toneladas, a expectativa é que as vendas externas atinjam quase 250 mil toneladas.

"Praticamente todo o excedente [de produção] vai ser destinado à exportação", afirma de Goeye. Conforme a Serlac, há oito novos projetos para a produção de leite em pó no país, incluindo os de empresas estreantes e ampliações, como a que a Itambé faz em Uberlândia (MG), onde dobra a capacidade de produção de sua fábrica. Outro exemplo é a goiana Laticínios Bela Vista que vai triplicar a sua produção de leite em pó, segundo o presidente da Serlac.

O quadro desenhado por de Goeye para a demanda pode parecer otimista considerando o atual momento do mercado, quando a oferta elevada de leite fluido derruba os preços e levanta dúvidas sobre a capacidade de escoar a produção. Mas o fato é que os investimentos miram o longo prazo - cerca de cinco anos - e, nesse horizonte, a perspectiva é de demanda externa crescente por leite em pó na África, América Latina e Ásia.

"A China é um desejo, e haverá agressividade brasileira na América Latina e na África", afirma o executivo. Hoje, a América Latina, com destaque para a Venezuela, e a África já são os principais clientes do Brasil. No cenário que de Goeye antevê, Nova Zelândia e Austrália, dois importantes players no mercado de lácteos, atenderiam a demanda do Oriente Médio e da Ásia.

O México, um dos maiores importadores mundiais de lácteos, ainda é uma incógnita para o Brasil, reconhece de Goeye. Apesar de as barreiras sanitárias terem sido superadas e de fábricas terem sido habilitadas a exportar, o leite em pó brasileiro paga uma tarifa de 60% para entrar no mercado mexicano. Já o produto dos EUA e de outros países com os quais o México tem acordo comercial, paga tarifa zero.

A matéria é de Alda do Amaral Rocha, publicada no jornal Valor Econômico, adaptada e resumida pela Equipe MilkPoint.
QUER ACESSAR O CONTEÚDO? É GRATUITO!

Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?