Novo selo coloca Beef on Dairy no mercado de carnes premium

Inspirado em modelos internacionais, o selo Beef on Dairy chega ao Brasil com critérios técnicos robustos para orientar o uso de touros Angus em vacas Holandesas e Jersey.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 3 minutos de leitura

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A Associação Brasileira de Angus lançou o selo Beef on Dairy, em parceria com a Embrapa, para qualificar o mercado de carne premium no Brasil. O selo incentiva o cruzamento de vacas leiteiras Holandesas e Jerseys com touros Angus, gerando carne de alta qualidade e diversificando a renda dos produtores. A Embrapa desenvolveu critérios técnicos para identificar touros adequados, garantindo a qualidade do produto. O selo já está disponível para centrais de sêmen e criadores.

Uma iniciativa que conecta ciência e setor produtivo para qualificar o mercado de carne premium no Brasil. Desenvolvido pela Associação Brasileira de Angus, o selo Beef on Dairy é o primeiro dessa categoria no País e contou com a participação da Embrapa em sua construção técnico-científica. A estratégia estimula o cruzamento de vacas leiteiras das raças Holandesa e Jersey com touros Angus, com o objetivo de gerar uma carne diferenciada, já amplamente valorizada em mercados internacionais.

Além de ampliar a oferta de carne de alta qualidade para o segmento de cortes nobres, o novo selo busca diversificar a renda dos produtores de leite, que passam a contar com uma alternativa adicional de comercialização dos animais, agregando valor à atividade.

O presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, destaca a relevância da iniciativa para o mercado brasileiro de carne. “Trata-se de uma estratégia já consolidada em outros países e que agora conseguimos trazer para o Brasil, que possui o maior rebanho comercial do mundo. Nosso projeto representa o casamento perfeito entre as raças. O produtor se beneficia e o consumidor passa a ter acesso a uma carne diferenciada. Quem já provou conhece o resultado”, afirma.

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Segundo o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul (RS), Fernando Cardoso, o lançamento do selo Beef on Dairy só foi possível graças à base científica robusta que sustenta o projeto. “Essa é justamente a contribuição da Embrapa. Desenvolvemos critérios técnicos e índices genéticos capazes de identificar, com precisão, os touros Angus mais indicados para o cruzamento com vacas Holandesas e Jersey. Esse rigor científico é o que assegura que o selo represente, de fato, animais superiores para a produção de carne de alta qualidade”, ressalta.

Cardoso acrescenta que o trabalho da Embrapa no Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo) teve papel estratégico ao oferecer segurança técnica ao setor na adoção da tecnologia. “O Beef on Dairy abre um caminho importante para a agregação de valor em toda a cadeia produtiva, e nossa missão é garantir que essas decisões estejam sempre amparadas pelo melhor conhecimento técnico disponível”, conclui.

Participação técnica da Embrapa

A estratégia Beef on Dairy, já consolidada no cenário internacional, começa a ganhar escala no Brasil ao incentivar o uso de touros de corte em vacas de leite. Como as raças leiteiras não são naturalmente especializadas em características de carcaça, o selo tem como foco identificar os reprodutores mais adequados para esse tipo de cruzamento.

Para atender às especificidades de cada raça, foram criados dois selos distintos: um direcionado ao Jersey, que exige maior atenção ao tamanho dos bezerros ao nascimento, em função do menor porte das vacas, e outro voltado ao Holandês, que também demanda critérios específicos para evitar animais excessivamente grandes, considerando o porte naturalmente elevado da raça.

A Embrapa participa diretamente da implementação do selo por meio do Promebo, programa oficial de melhoramento genético da raça Angus no Brasil, gerenciado pela Associação Nacional de Criadores (ANC). Coube à instituição desenvolver e aplicar o índice técnico que orienta a seleção dos touros, identificando aqueles com melhor desempenho em crescimento, área de olho de lombo e conformação de carcaça — características essenciais para maior rendimento frigorífico.

O selo também atende a uma demanda das centrais de inseminação, uma vez que grande parte da utilização desses touros ocorre por meio de sêmen, agregando valor ao material genético certificado.

Para Leandro Hackbart, conselheiro técnico da Angus e da ANC, o selo nasce a partir de uma demanda do próprio setor. “Nada mais fizemos do que estabelecer parâmetros claros, garantindo transparência e segurança ao produtor de Holandês e Jersey no momento de adquirir genética Angus. Para o consumidor, isso se traduz em confiança e qualidade alimentar”, reforça.

Selo já está disponível

De acordo com o diretor-executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, o Promebo já está disponibilizando o selo para centrais de sêmen e criadores que utilizam touros cujas características atendem aos padrões técnicos exigidos.

Os reprodutores certificados podem ser consultados publicamente no Sistema Origen, da ANC.

As informações são da Embrapa.

 

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Mirio Pedro Marques
MIRIO PEDRO MARQUES

SÃO JOÃO EVANGELISTA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/01/2026

Projeto relevante para o produtor de leite. Grande parte do rebanho nacional é Girolando. Tem algum projeto que avalie o resultado do cruzamento do Angus com o Girolando?
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