SanCor e Arla Foods fazem joint venture para produzir lácteos com valor agregado

Publicado por: MilkPoint

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No coração da bacia leiteira da Argentina, o soro de queijo terá seu destino modificado. O subproduto lácteo, que hoje reparte sua potencialidade entre o desperdício e a alimentação animal, será convertido em pouco tempo em uma fonte de rendimento de aproximadamente US$60 milhões. A aliança estratégica entre a SanCor e a empresa sueco-dinamarquesa Arla Foods é a chave desa reconversão, que começa a tomar forma hoje, com o início das obras de uma nova fábrica em Porteña.

O complexo, localizado estrategicamente em uma das zonas de maior produção de queijos do país, surgirá a partir de uma joint venture entre as duas cooperativas. Terá uma capacidade diária de processamento de 1,5 milhão de litros de soro. O resultado será a elaboração de proteínas de soro concentradas para a indústria alimentícia, um produto de alta demanda no mercado internacional.

O ano de 2001 está recebendo a indústria de lácteos com alguns indicativos de recuperação nos preços. A queda na produção, o aumento da demanda e a firmeza nas cotações internacionais abrem um panorama favorável para os produtores no primeiro semestre do ano.

Nesse contexto, a aposta dos membros da indústria leiteira é forte. A Arla Foods, nascida em meados do ano passado, logo após uma mega fusão entre a cooperativa dinamarqueda MD Foods e a sueca Arla, é a maior empresa láctea da Europa, e exibe uma experiência de mais de 25 anos de industrialização de subprodutos lácteos.

Os ingredientes à base de leite produzidos e comercializados pela antiga MD Foods Ingredients e Arla passaram a formar a Arla Foods Ingredients, uma divisão com sede na Dinamarca, que fatura anualmente US$800 milhões.

Até sua associação com a SanCor, a empresa européia tinha entrado na Argentina com sua linha de queijos especiais, e em maior proporção, de proteínas lácteas. A intenção, agora, é desenvolver com a fábrica em Porteña, todo o mercado latino-americano.

"Nesses momentos, para o ingresso dos ingredientes temos que encarar as tarifas externas. A partir do momento em que tivermos a fábrica, a produção será em uma forma direta e nos permitirá comercializar da Argentina ao México", explicou Klaus Kristiansen, gerente geral da Arla Foods, na Argentina.

Para a SanCor, a sociedade também deixa seus dividendos, permitindo dar valor agregado a um subproduto derivado de suas fábricas de processamento de queijos e participar de partes iguais nos lucros do negócio.

Porém, as ambições da companhia argentina não terminam aí. A SanCor projeta otimizar os benefícios do empreendimento com a construção de uma grande central queijeira nas imediações da fábrica de Porteña. O objetivo é reduzir os custos de frete, que gerará um fluxo diário de 80 caminhões por estabelecimento.

fonte: Infortambo, por Equipe MilkPoint
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