A cooperativa argentina de lácteos SanCor, em processo de recuperação judicial desde o início do ano, apresentou ao tribunal responsável um plano de reestruturação. No documento, detalha as medidas que pretende adotar para reorganizar suas finanças, fortalecer sua produção e garantir sustentabilidade de longo prazo.
Segundo comunicado enviado ao Juizado Cível e Comercial da 4ª Vara de Rafaela, sob responsabilidade do juiz Guillermo Adrián Vales, na província de Santa Fé, a SanCor informou que sua receita chegou a cair quase 60% no momento em que ingressou no concurso preventivo. Agora, a meta é equilibrar receitas e despesas, preservar o valor de seus ativos e normalizar o pagamento de dívidas, especialmente trabalhistas, a partir de acordos com credores.
O plano prevê alcançar superávit operacional em etapas. Primeiro, a cooperativa busca retomar o equilíbrio entre compromissos e receitas do período. Na sequência, pretende ajustar estruturas administrativas, reduzir custos e otimizar recursos, sem abrir mão de sua capacidade industrial. A estratégia também inclui desinvestimentos em ativos ociosos e revisão do quadro de pessoal para adequar-se à atual escala de produção.
Uma das principais apostas é capitalizar a força da marca SanCor, reconhecida em toda a América Latina. Nesse sentido, a cooperativa desenhou três frentes de atuação:
- compras de leite e insumos com participação nos lucros,
- produção para marcas terceiras
- colaborações industriais e comerciais.
Com mais de 85 anos de história, a SanCor já foi a maior cooperativa láctea da Argentina, com picos de mais de 4 milhões de litros processados por dia e exportações para 60 países. Hoje, mantém seis plantas industriais em operação, que juntas processam cerca de 500 mil litros de leite diariamente, e está direcionando esforços para retomar gradualmente sua relevância no setor.
Apesar da concorrência acirrada – com a Mastellone Hermanos (La Serenísima) liderando o mercado argentino –, a SanCor reforça seu compromisso em seguir como a cooperativa láctea mais tradicional e simbólica do país. O plano em curso busca recuperar sua capacidade produtiva e devolver à cooperativa a competitividade que marcou sua trajetória.
As informações são da Forbes.