Lácteos e vinho entram na lista de setores sensíveis em debate sobre o acordo Mercosul-UE

O avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia levanta preocupações sobre competitividade e equilíbrio comercial. Parlamentares discutem efeitos das salvaguardas para produtos como carnes, açúcar, lácteos e vinhos.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 3

Sem tempo? Leia o resumo gerado pela MilkIA
Na reunião da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, parlamentares discutiram os impactos das salvaguardas do acordo Mercosul-União Europeia no setor agropecuário. Destacaram-se preocupações sobre cláusulas de proteção que podem limitar ganhos para segmentos sensíveis, como lácteos e vinhos, e o efeito de produtos subsidiados no mercado interno. A votação do parecer foi adiada, com nova data marcada para 24 de fevereiro, após o que o texto poderá seguir para análise legislativa.

Durante reunião da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), realizada nesta terça-feira (10/2) no Senado Federal, parlamentares discutiram os impactos das salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia sobre o setor agropecuário brasileiro.

Continua depois da publicidade

O principal ponto levantado foi a possibilidade de que algumas cláusulas de proteção negociadas com os europeus limitem ganhos imediatos para determinados segmentos e exijam ajustes internos para preservar a competitividade do agro nacional.

Entre as cadeias consideradas mais sensíveis estão lácteos e vinhos, que podem enfrentar aumento da concorrência com produtos europeus. Também foram mencionados mecanismos que preveem restrições graduais para itens como carnes e açúcar, o que pode influenciar o ritmo de expansão das exportações brasileiras.

Parlamentares destacaram ainda a preocupação com o impacto de produtos subsidiados no mercado interno, especialmente no caso da cadeia leiteira, onde o diferencial de preços pode pressionar produtores nacionais. Nesse contexto, foram defendidos o monitoramento das cotas estabelecidas no tratado e o uso de instrumentos de defesa comercial, caso necessário.

A votação do parecer sobre o acordo foi adiada após pedido de vista apresentado durante a reunião. O texto deve retornar à pauta no dia 24 de fevereiro. Se aprovado, será convertido em projeto de decreto legislativo e seguirá para análise da Câmara dos Deputados e do Senado, em regime de urgência.

As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint.

QUER ACESSAR O CONTEÚDO? É GRATUITO!

Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 3

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?