Os tradicionais queijos coalho e de manteiga produzidos pela Cooperativa de Energia e Desenvolvimento do Seridó (Cersel), no Rio Grande do Norte, planejam entrar nos mercados pernambucano e cearense. É o que informa reportagem de Aloísio Pontes, publicada hoje na Gazeta Mercantil. Para isto, os produtos ganharam embalagem a vácuo, que eleva de três para 30 dias o prazo de validade, o selo de Controle Federal (CIF) e terão sua produção incrementada de 7 mil para 30 mil quilos/dia, dos quais 50% serão destinados aos novos mercados. A estratégia faz parte do projetos da Cersel para ampliar de 35 para 60 mil litros o volume de leite beneficiado, aumentar a produção de bebida láctea e iogurtes e elevar o faturamento de R$ 9 milhões, em 2000, para entre R$ 12 e 13 milhões este ano.
O projeto de expansão teve investimentos da ordem R$ 1,389 milhão em máquinas, equipamentos e frota de caminhões frigoríficos. Deste total, R$ 34 mil foram aplicados no segmento de queijos. O projeto prevê ainda elevar de 20 para 30 mil litros/dia a produção de leite pasteurizado e dobrar a comercialização de bebida láctea e iogurtes, aumentando para 6 e 8 mil litros, respectivamente, a produção destas bebidas.
A cooperativa também quer colocar os queijos Santana nas gôndolas das grandes redes de supermercados. "Estamos em contato com representantes do Carrefour e Nordestão, que deverão visitar nossas instalações este mês", revela o presidente, José Mariano Neto. A cooperativa deverá aplicar este ano algo em torno de R$ 200 mil em marketing para divulgar a marca Santana dentro e fora do Estado.
Outra preocupação é reduzir a dependência do setor em relação ao poder público. "Hoje, 42% da nossa produção é voltada para o Governo do Estado. Queremos chegar a, no máximo, 15% ainda este ano", explica Mariano. O presidente se refere ao Programa do Leite, no qual o Governo do Estado usa recursos do Fundef na compra de leite dos produtores locais para a merenda escolar. A Cersel possui 380 fornecedores, que entregam o leite nas plataformas a R$ 0,41 o litro. Depois de pasteurizado, o produto é vendido ao poder público a R$ 0,80 o litro.
Por Aloísio Pontes, para Gazeta Mercantil, 25/01/01
Queijos do Seridó ganham nova embalagem para ampliar mercado
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