Produtores goianos não melhoram lucratividade

Publicado por: MilkPoint

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O preço do leite in natura pago pelos laticínios aos produtores melhorou este ano. Em julho de 2002 o valor médio recebido pelos produtores goianos girava em torno de R$ 0,36 o litro. Neste ano a média de abril deverá ficar em R$ 0,45, segundo estimativa da Comissão de Pecuária de Leite da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). Nem por isso os pecuaristas estão ganhando mais dinheiro ou melhoraram a lucratividade da atividade leiteira. Tudo por conta do aumento extraordinário dos custos de produção.

A situação atual tem beneficiado principalmente produtores que racionalizaram custos, que dependem menos de insumos adquiridos fora da propriedade e utilizam mão-de-obra familiar. Contudo, quem compra fora a maior parte do trato dos animais enfrenta dificuldades. Em Goiás os produtores deverão receber este mês, pelo leite entregue em abril, o valor médio de R$ 0,45. Em todo o Estado, porém, os preços pagos pelos laticínios variam de R$ 0,35 a R$ 0,56, dependendo da quantidade, da região e da qualidade do produto.

O maior problema dos produtores no momento é o alto custo de produção. Enquanto o preço do leite in natura subiu 11,33% de julho de 2002 a março deste ano, os preços dos insumos tiveram altas que chegam a até 84%, como no caso da saca de milho. Levantamento realizado pela Faeg mostra que o óleo diesel subiu 40,74% de lá para cá; o farelo de algodão teve aumento de 57,6%; o farelo de soja aumentou 52,29%; o concentrado teve incremento de 69% e o fertilizante subiu 48,84%. O item que subiu menos até o mês de março foi a mão-de-obra: apenas 7%.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) propôs ao governo federal a destinação de uma linha de crédito no valor de R$ 400 milhões para financiar a retenção de matrizes leiteiras, de modo a garantir o aumento da oferta de leite. Além disso, pede também melhor assistência técnica aos produtores nas áreas atendidas pelo Programa Fome Zero, como forma de estimular o aumento da produção. Pelos cálculos da CNA, a medida poderia elevar em até 15%, já de imediato, a produção de leite.

Fonte: O Popular/GO, adaptado por Equipe MilkPoint
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