No seminário promovido, ontem, pela Cooperativa Rio-Grandense de Laticínios e Correlatos (Coorlac), durante a Expointer - exposição que está ocorrendo em Esteio (RS)- o governo federal abriu a possibilidade de negociação da alteração da Portaria 56. Neste sentido, o assessor técnico do ministério, Marion Gomes, convidou o presidente da Coorlac, Gervásio Plucinski, para uma audiência em Brasília, garantindo o início de um debate sobre a questão.
Segundo Plucinski, a determinação feita pela Portaria 56 - para que o resfriamento do leite seja feito na propriedade em 4 oC, 3 horas após a ordenha - excluiria 70% dos 8,2 mil produtores vinculados à Coorlac. "Um pequeno resfriador de expansão custa, em média, R$ 5,5 mil e esses produtores não têm como fazer o investimento." Segundo ele, mesmo com a liberação de um financiamento específico, seria difícil, pois os produtores não têm condições de comprometer parte de sua renda. A mudança dessa exigência é a principal reivindicação do setor.
Os agricultores também foram informados da assinatura de um convênio para o estudo de um sistema cooperativado de leite no Rio Grande do Sul. Segundo o secretário estadual da Agricultura, José Hermeto Hoffmann, o Departamento de Estudos Socioeconômicos Rurais (Deser) foi contratado para apontar alternativas para o fortalecimento do cooperativismo e da agricultura familiar. "Cerca de 100 mil famílias têm no leite sua principal fonte de renda ou de importante complemento de recursos, e mais de 90% do leite produzido no RS provem de pequenas propriedades, que produzem menos de 50 litros/dia."
Fonte: Correio do Povo/RS, adaptado por Equipe MilkPoint
Produtores gaúchos reivindicam mudança na Portaria 56
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