Em certas áreas, a redução das chuvas facilitou a secagem do solo, otimizando a rotina de ordenha e o aproveitamento do pasto, enquanto a suplementação com silagem e concentrados continua sendo uma estratégia indispensável para garantir a nutrição adequada dos rebanhos bovinos. Diante desse panorama, a região administrativa de Bagé apresentou melhorias nas condições de umidade da terra, fato que minimizou os transtornos causados pelo excesso de barro nos corredores e no acesso às áreas de alimentação.
Paralelamente, em Caxias do Sul, os animais criados em sistemas à base de pasto realizaram os últimos ciclos de pastejo sobre as culturas de aveia e azevém, beneficiados por um tempo mais seco. Já no polo de Ijuí, nota-se uma redução gradual no volume de leite produzido, especialmente nos métodos focados em pastagem, onde a escassez de forragem combinada com uma suplementação insuficiente resultou na diminuição do escore de condição corporal das matrizes.
Para os pecuaristas de Pelotas, o desempenho da atividade oscila entre os municípios, intercalando volumes estáveis e pequenas elevações, sempre dependentes do uso de concentrados e silagem. Na mesma localidade, o fornecimento de energia elétrica retornou à normalidade após a passagem de vendavais, embora muitos profissionais ainda contabilizem despesas consideráveis com o uso de geradores e consertos estruturais. Por outro lado, Santa Maria enfrenta um contexto limitante, visto que a diminuição das precipitações não compensou a predominância de dias nublados e a baixa radiação solar. Consequentemente, a recuperação das áreas de pastejo segue restrita, e a alta umidade do solo mantém pontos de encharcamento que dificultam o deslocamento dos animais.
Condições semelhantes marcaram a região de Santa Rosa, que registrou forte influência das chuvas no manejo diário, culminando na formação de lama nas vias de circulação e nos galpões de alimentação. Contudo, as temperaturas amenas garantiram o conforto térmico do rebanho, ainda que o excesso de umidade exija rigor redobrado na higiene das instalações para evitar problemas de cascos e casos de mastite. Nessa região, também foram notificados focos pontuais de infestação por mosca-dos-chifres e berne, o que demandou medidas de controle de ectoparasitas a fim de precaver prejuízos produtivos.
De acordo com o Inmet, as chuvas devem seguir no Rio Grande do Sul com uma nova onda se aproximando entre essa quinta e sexta feira (21 e 22 de outubro). A defesa civil do estado emitiu um alerta para tempestades isoladas com queda de granizo e rajadas de vento acima dos 80 km/h nas áreas das Missões, do Noroeste e do Norte, além de grande parte do restante do território. Segundo o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, "o Rio Uruguai segue em inundação, em Uruguaiana, e são indicados níveis de atenção e alerta para outros riscos hidrológicos durante a vigência do aviso".
As informações são da Emater/RS.
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