Em maio, a produção de leite nos Estados Unidos alcançou 9,34 milhões de toneladas, um aumento de 2,3% em relação ao ano anterior. Esse avanço é impulsionado por uma combinação única de extrema eficiência e uma expansão significativa do rebanho nacional, que agora atingiu seu maior número de vacas em três décadas.
Eficiência encontra expansão
Os dados revelam uma dupla vitória para os indicadores de produção. Primeiro, o rebanho nacional cresceu para 9,67 milhões de vacas, um aumento de 184 mil cabeças em comparação com maio de 2025. Esse avanço de 10 mil vacas em relação a abril de 2026 reforça a tendência de os produtores manterem mais animais no rebanho para aproveitar as receitas provenientes dos cruzamentos entre gado de corte e leite e compensar o alto custo das novilhas de reposição.
Em segundo lugar, essas vacas estão mais produtivas. A produção média por vaca foi de 965 quilos durante o mês de maio — cerca de 3,6 quilos a mais do que no mesmo período do ano passado. Nos 24 principais estados produtores de leite, os números foram ainda mais expressivos. A produção atingiu 8,98 milhões de toneladas, alta de 2,4%. Esses estados agora concentram 9,23 milhões de vacas, demonstrando que os US$ 13 bilhões em novos investimentos em processamento ao longo do corredor da rodovia I-29 e na região sudoeste do país estão conseguindo atrair mais leite para o sistema.
Phil Plourd, da Ever.Ag e da Wisconsin Dairy Products Association, afirma que o relatório mostra a continuidade de uma tendência já observada: mais vacas e mais leite. “O crescimento parece garantido quando o rebanho dos Estados Unidos aumentou em 100 mil cabeças desde o início do ano e em 184 mil cabeças em comparação com o ano passado”, afirma. “E, embora o desempenho financeiro varie entre regiões e propriedades, a combinação predominante de receita do leite, receita da pecuária de corte e custos moderados de alimentação não parece representar um obstáculo à continuidade desse ciclo de crescimento.”
O avanço do Kansas e os líderes regionais
Enquanto estados tradicionalmente fortes, como Wisconsin e Califórnia, apresentaram crescimento constante, o Kansas surgiu como o principal destaque em expansão. A produção de leite do estado disparou 21,2% em relação ao ano anterior, impulsionada por um forte aumento do número de vacas (mais 41 mil cabeças) e por uma maior produção por animal. Outros estados que registraram crescimento significativo incluem:
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Flórida: alta de 4,8%
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Colorado: alta de 4,7%
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Dakota do Sul: alta de 4,7%
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Texas: alta de 4,0%
No entanto, o crescimento não foi uniforme. Algumas regiões tradicionais registraram pequenas retrações, com Vermont (-0,9%), Virgínia (-0,8%) e Washington (-0,8%) apresentando quedas modestas na produção total, à medida que continuam enfrentando mudanças estruturais e o fechamento de unidades de processamento.
O que isso significa para os produtores
Este relatório marca um momento importante para a economia leiteira de 2026. Embora o aumento de 2,3% na produção seja uma demonstração da resiliência e da excelência na gestão dos produtores norte-americanos, ele também adiciona um novo grau de complexidade ao mercado.
Como Plourd observou recentemente, a indústria está vivendo uma verdadeira “mania da proteína”, em que as indústrias processadoras buscam cada vez mais elevar a produção de proteína para atender à demanda dos consumidores. Dados do USDA mostram que, embora o volume de leite esteja aumentando, o desafio para os 45% dos produtores que planejam expandir suas operações será equilibrar esse aumento de oferta com as necessidades específicas de componentes exigidas por um mercado global em transformação.
Por enquanto, a mensagem é clara: o produtor leiteiro dos Estados Unidos está apostando no crescimento. Com o rebanho no maior nível dos últimos 30 anos e a produtividade por vaca continuando a aumentar, o setor demonstra que, mesmo diante de uma tempestade de custos crescentes, o coração da produção rural norte-americana não dá sinais de desaceleração.
As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.
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