Produção de leite argentina cresce, mas concentração se intensifica

A produção de leite avança na Argentina, mas o crescimento ocorre em um cenário de redução contínua no número de fazendas e maior concentração da atividade. Entenda!

Publicado por: MilkPoint

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A produção de leite na Argentina aumentou 10,7% de janeiro a outubro de 2023, mas o número de fazendas leiteiras caiu, com cerca de 1.120 fechamentos desde a presidência de Javier Milei. O país tem 30% menos propriedades em comparação a uma década atrás. A concentração da produção é evidente, com 91% das fazendas e 95,7% das vacas concentradas nas quatro principais bacias leiteiras. A bacia Mar e Serras apresenta a maior média de produção por propriedade.

Enquanto a produção total de leite segue em crescimento na Argentina, o número de estabelecimentos produtores diminui. Essa equação evidencia que o maior volume produzido, que em 2025 registrou um salto de quase 11%, está concentrado em um número cada vez menor de propriedades. Esse movimento se traduz no fechamento de cerca de 50 fazendas leiteiras por mês.

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Apesar da produção ter avançado 10,7% entre janeiro e outubro em relação ao mesmo período do ano passado, aproximadamente 1.120 fazendas leiteiras encerraram as atividades no país desde que Javier Milei assumiu a presidência. O cenário acende um sinal de alerta para o setor agropecuário, diante do avanço da concentração produtiva.

Ao final de 2023, a Argentina contava com 10.063 propriedades leiteiras. Em outubro deste ano, restavam 8.941 estabelecimentos, o que representa uma redução de 12,5%. Das 1.122 fazendas que fecharam, mais de 450 interromperam as atividades apenas no último ano.

Embora o processo de concentração tenha se intensificado recentemente, ele não teve início com o atual governo e tampouco é um fenômeno exclusivo da Argentina. Em 19 dos 25 países que respondem por 80% da produção mundial de leite, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), houve redução no número de estabelecimentos.

De acordo com análise da Agência DIB, com base em dados do Observatório da Cadeia Láctea Argentina, o país possui hoje 30% menos fazendas leiteiras do que há uma década. As atuais 8.941 propriedades estão muito distantes das cerca de 15 mil existentes no período posterior à crise social e econômica de 2001.

Atualmente, 91% das fazendas leiteiras e 95,7% das vacas em produção concentram-se nas quatro principais bacias do país: Santa Fé, Córdoba, Buenos Aires e Entre Ríos. Na província de Buenos Aires, que reúne 20% das propriedades, existem 1.805 estabelecimentos — 61 a menos do que no final de 2024.

Dados oficiais mostram que mais de 40% das fazendas leiteiras argentinas possuem entre 100 e 250 vacas, enquanto 17% pertencem ao grupo das menores, com menos de 50 animais. Esse segmento vem encolhendo de forma consistente nos últimos anos.

Até outubro deste ano, a bacia leiteira Mar e Serras, que abrange distritos como Tandil, Azul, Balcarce e Necochea, registra a maior produção média por propriedade do país, com 7.497 litros de leite por dia. A média nacional é de 3.690 litros. Outras regiões da província de Buenos Aires também superam esse patamar, como a Bacia Oeste — que inclui Trenque Lauquen, Pehuajó, Bolívar e municípios vizinhos — com média diária de 5.294 litros; o Abasto Sul, que engloba Lobos, Cañuelas e áreas próximas, com 4.510 litros; e o Abasto Norte, na região de Suipacha e Chivilcoy, com produção média de 4.426 litros por propriedade.

As informações são traduzidas do La Opinión.

 

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