Frederico Westphalen alcançou uma marca histórica na produção de leite e consolida-se como um dos principais polos da bovinocultura leiteira do Rio Grande do Sul. A informação é do engenheiro agrônomo Jeferson Vidal Figueiredo, do escritório municipal da Emater, que destacou a expressiva evolução do setor no município.
De acordo com Figueiredo, a produção de leite cresceu 60% entre 2015 e 2024, enquanto o número de propriedades leiteiras caiu mais da metade: de 374 para 169.
– Mesmo com a redução no número de produtores, a produtividade e a eficiência aumentaram significativamente. Isso demonstra o nível de profissionalismo adotado por quem permaneceu na atividade –, afirmou.
O engenheiro destaca que a produtividade média vaca/dia em Frederico Westphalen alcançou 47 litros em sua melhor propriedade, resultado de uma gestão técnica eficiente, com foco em genética, alimentação, manejo e controle de custos. “O sucesso do produtor de leite hoje depende de conhecimento e gestão. A margem é curta e exige eficiência máxima”, disse.
Segundo Figueiredo, o leite se tornou, em 2024, a principal fonte de renda do agronegócio no município, superando a soja e o milho.
– Foram R$ 54 milhões que entraram diretamente no bolso do produtor de leite. Isso movimenta comércio, serviços, profissionais, indústrias. É um setor que gera efeitos em cadeia –, destacou o técnico, ao lembrar que o impacto total da atividade no PIB local chega a R$ 165 milhões, considerando os efeitos indiretos.
Desafios a serem enfrentados
Apesar do avanço, Figueiredo chama a atenção para um desafio persistente: a sucessão familiar e a permanência dos pequenos produtores. Para estancar as desistências, é preciso profissionalização. Quem quer permanecer no leite precisa encarar a atividade com seriedade, buscar assistência técnica e pensar na gestão. "Não se trata só de tirar leite, mas de gerir um negócio.”
As informações são do LA+, adaptadas pela equipe MilkPoint