O que o comportamento das vacas pode dizer sobre as instalações?

Observar o comportamento das vacas em novas instalações é importante para identificar falhas no design, garantindo conforto, bem-estar e eficiência produtiva. Entenda!

Publicado por: MilkPoint

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A conclusão de uma nova instalação ou reforma é sempre um momento empolgante. Após meses acompanhando o progresso, finalmente chega a hora de mover as vacas para o novo espaço. Durante essa transição, é fundamental observar atentamente como as vacas utilizam a instalação, pois seu comportamento indicará possíveis ajustes necessários.

Uso inadequado das baias

O uso incorreto das baias pode revelar muito sobre o design delas. As baias devem ser dimensionadas para acomodar as maiores vacas da fazenda. Quando deitadas, as vacas devem conseguir adotar qualquer uma das quatro posições normais de descanso: longa (cabeça à frente), curta (cabeça apoiada de lado), estreita (patas traseiras próximas ao corpo) e ampla (vaca de lado com patas traseiras estendidas). Se as baias forem muito pequenas, as vacas podem deixar uma baia vazia entre elas para conseguir descansar em posições confortáveis.

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Em pé, a vaca deve conseguir posicionar as quatro patas dentro da baia. Quando há vacas em pé com as duas patas traseiras fora da baia, isso indica que a barra de pescoço não está corretamente posicionada, estando muito para trás ou baixa demais.

Espaço não utilizado no curral ou aglomeração

Grandes áreas não utilizadas no curral podem indicar problemas de controle térmico nesses locais. O ideal é que os estábulos tenham orientação leste-oeste para evitar longos períodos de luz solar direta. Se os estábulos estiverem orientados no sentido norte-sul, o uso de telas de sombreamento pode ajudar a resfriar as baias externas ou áreas de descanso. Outras áreas não utilizadas podem ser resultado de má circulação ou troca de ar. A circulação do ar pode ser medida em trocas de ar por hora, sendo que em um estábulo adequadamente ventilado, esse número deve estar entre 60 e 90 trocas por hora.

Queda no consumo de matéria seca ou na produção de leite

Uma diminuição no consumo de matéria seca ou na produção de leite pode ter várias causas, incluindo o tamanho e a densidade dos galpões. O objetivo é que cada grupo passe no máximo 4 horas longe de alimento e água. Portanto, para um rebanho com duas ordenhas diárias, a ordenha do maior grupo não deve exceder duas horas. A densidade populacional afeta a competição dentro do grupo, influenciando o consumo de matéria seca e água. 

Observar o comportamento das vacas nas novas instalações é essencial para identificar e corrigir possíveis falhas no design, garantindo bem-estar animal e eficiência produtiva.

Referências bibliográficas

As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe Milkpoint.

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