A Gazeta Mercantil traz hoje uma reportagem do "Wall Street Journal" que informa que a a Nestlé S. A., segunda maior fabricante mundial de alimentos para animais domésticos, pode comprar a Ralston Purina, líder do mercado nos Estados Unidos, por quase US$ 10 bilhões à vista para crescer em um segmento em franca expansão da indústria alimentícia.
De acordo com a Bloomberg News, a Nestlé pode oferecer quase US$ 33 por ação da Ralston, 34% mais que o preço das ações (US$ 24,625) negociado no pregão de sexta-feira.
O setor norte-americano de alimentos para animais domésticos cresce a uma taxa de 6,5%, duas vezes a taxa de alimentos para seres humanos, contudo as suas aquisições desse segmento são mais baratas. Uma oferta de US$ 10 bilhões chega a 17 vezes o lucro operacional da Ralston, enquanto a Philips Morris comprou a Nabisco por uma proporção de 22 vezes e a Unilever pagou 18 vezes pela Bestfoods.
As ações da Nestlé subiram 77 francos suíços (US$ 47,60), ou 2,3%, para 3.741 francos (US$ 2.312,39) na Bolsa de Valores da Suíça. Até a semana passada, os papéis haviam declinado 10% no período de um ano encerrado ontem, o segundo pior desempenho na seção de alimentos composta de 10 membros no índice Bloomberg Europe 500. As ações da Ralston, cujas marcas incluem a Meow Mix e a Puppy Chow, cresceram 2,6%, para US$ 24,63, na sexta-feira. O mercado nos Estados Unidos ontem não funcionou devido a um feriado.
A empresa, com sede em Vevey, na Suíça, poderá perder a sua classificação de risco 'AAA' depois de financiar uma compra à vista no valor US$ 10 bilhões, afirmou Hugue de la Presle, analista da Standard & Poor's Corp. (S&P), em Paris.
No seu mais recente relatório sobre a fabricante de alimentos, a S&P informou que a Nestlé tem flexibilidade financeira limitada no atual nível de classificação. De la Presle disse que a agência espera a confirmação da aquisição antes de reavaliar o nível da Nestlé.
O principal executivo da Nestlé, Peter Brabeck, tem demonstrado preferência pelos alimentos para animais domésticos em relação aos alimentos para seres
humanos.
fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
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