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Leite: Ministério apresenta mudanças na IN 62 e colocará texto em consulta pública

O Ministério da Agricultura (Mapa) deve colocar em consulta pública, na próxima semana, o texto de duas Instruções Normativas (INs) que pretendem trazer um novo regramento para a produção de leite no Brasil. Os textos substituem a IN 62 (antiga IN 51), que traz parâmetros importantes de qualidade do produto, como limites para a Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem de Bactérias (CBT).

O assunto foi apresentado nesta quarta-feira (11/4), em Brasília, em reunião com integrantes do setor produtivo, indústrias e entidades ligadas ao setor lácteo. Uma das mudanças a ser implementada é a alteração na temperatura de recepção do leite na plataforma, que passará de 10°C para 7°C, ou seja, aumentando o rigor.

Outro fato importante será a manutenção dos atuais padrões de CCS e CBT, o que era uma grande preocupação do setor. Contudo, o Mapa informou que novas avaliações desses padrões serão realizadas a cada dois anos para ir refinando parâmetros e elevando os padrões de exigência sem, contudo, adotar um calendário rígido como vinha sendo feito até então.

Na prática, o regramento da produção do leite será dividido em duas INs. A primeira destina-se a tratar de regulamentos técnicos de identidade e qualidade de leite pasteurizado e leite tipo A, por exemplo. A segunda – onde estão as maiores mudanças -  abrangerá os demais processos, como captação, transporte e entrega na indústria.

Segundo a consultora de qualidade do Sindilat/RS,  Leticia Vieira, o setor lácteo deve se debruçar sobre o texto que será publicado nos próximos dias para avaliar a possibilidade de atendimento das normas e, em caso de dificuldades, apresentar justificativas embasadas para tentar promover os ajustes necessários.  Considerando que o RS já tem a Lei do Leite em vigor desde 2016 e regulamentada em 2017, acredita-se que o Estado terá mais facilidade no atendimento de alguns itens das novas normas. “A hora de debater a questão é agora”.

Aliança Láctea - A proposta de reformulação da IN 62 será alvo dos debates na reunião da Aliança Láctea, no dia 8 de maio, em Chapecó (SC). Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o assunto ganha força e deve ser debatido com afinco uma vez que os três estados da Região Sul do Brasil têm interesse em exportar sua produção. “As mudanças na IN configuram mais uma ferramenta em busca desses mercados”, frisou o executivo.

Esta matéria contém informações do Sindilat/RS. 

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GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/04/2018

Pois é, amigo Sávio Santiago: como sempre, os que não são profissionais de nosso setor, pretendem diminuir o rigor das regras de qualidade, para obterem a vantagem de produzir sem qualquer padrão. Não vi nenhuma manifestação no sentido de abolir, de uma vez por todas, o famigerado leite de latão, a ordenha manual e a obrigatoriedade das boas práticas de ordenha (pré e pós dip, análise da caneca de fundo preto, descarte do leite de vacas com mastite clínica, obrigatoriedade da análise das amostras de leite, pelo menos, duas vezes ao mês). CBT de 300 é um absurdo e que só beneficia os acima descritos. Vergonha!!!!
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 17/04/2018

O que mais me assusta, além do atraso por você mencionado, é ter gente defendendo que não deve ter qualidade porque não "tem preço";

Será que os produtores ainda não entenderam que a cada ano que passa, ficam milhares pelo caminho?

Hoje mesmo, no caminho do trabalho me deparei com um motociclista se equilibrando com dois latões de 50 litros vendendo sabe-se lá o que de porta em porta,

Quem reclama dessa forma com certeza, se ainda não saiu da atividade está com os dias contados.
EM RESPOSTA A SÁVIO SANTIAGO
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

HÁ 2 DIAS

O pior de tudo é dizer que os pequenos produtores (de até cem litros/dia) não têm condições de se adequar aos parâmetros impostos pela Legislação atual (que deveriam ter sido reduzidos, este ano, para CCS abaixo de 300 e CBT menor que 100, conforme nela previsto). Infelizmente, caímos naquele dito popular, amigo Sávio Santiago: "quem não tem competência, não se estabelece". Lidamos com um alimento nobre, essencial ao ser humano, em todas as idades, e, por isso mesmo, um dos mais consumidos do mundo: não podemos nos dar ao luxo de produzir mal, sob pena de colocarmos em risco a saúde pública. Por lado outro, a bandeira da inclusão social não pode ser colocada acima do interesse sanitário, ou seja, não se pode ter "pena" do pequeno produtor, que trabalha em pequeníssima escala (agropecuária familiar), e, por isso, permitir que ele represente risco iminente de dano ao restante da sociedade. Não é hora de discurso político, mas de seriedade no trato com coisas sérias.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 16/04/2018

Manter CBT em 300 só atrasa a produção de leite no país;

Vejo pessoas falando que tem que ter preço para ter qualidade quando o caminho tem que ser inverso. Se não tem qualidade média e padrões sanitários, não consegue exportar. Se não consegue exportar a balança continua negativa e o mercado interno super-ofertado em alguns momentos,

Leite de 300 mil UFC/Ml é leite com alto grau de contaminação. Não dá realmente para entender como alguém ainda acha que tem vantagem em produzir nesses níveis,

Mais uma vez tem gente falando que produzir com qualidade gera custos, quando é exatamente o contrário. Leite com alta CCS (mastite) reduz drasticamente a produção e a vida útil do rebanho,

Não sei por quanto tempo mais os produtores, que são a razão de existir do setor, continuarão com uma visão míope da própria atividade.
ITAMAR DUTRA PEREIRA DE RESENDE FILHO

SÃO JOÃO DEL REI - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 16/04/2018

Ja estamos atrasados nisso a muito tempo!
ANA EUFROSINA DIAS COSTA FALCÃO

PINTADAS - BAHIA - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS

EM 16/04/2018

Aumente o preço,como está, é dificil
FLÁVIO ALVARES FRANÇA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/04/2018

Não que eu seja contra um aumento na qualidade do leite entregue às indústrias. Afinal de contas é obrigação do produtor entregar um produto de qualidade...
FLÁVIO ALVARES FRANÇA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/04/2018

Cada vez mais apertando o produtor, fazendo crescer seu custo de produção. Falta agora uma política mais justa de remuneração pelo leite produzido.
PAULA

IVAIPORÃ - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/04/2018

CCS 500 mil e CBT 300 mil?!?! Atuais?! Desde quando??
ELISIO ANTONIO DE OLIVEIRA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/04/2018

Não sou contra a qualidade do leite, porém não concordo com as importações desenfreadas que não dá nenhuma segurança aos pequenos produtores. Os custos para os pequenos é muito alto.
RENATO

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 18/04/2018

Desde 01/07/2014
EM RESPOSTA A RENATO
PAULA MARQUES ROLDAO

HÁ 2 DIAS

Atuais são: CCS 400 mil e CBT até 100 mil
EM RESPOSTA A PAULA MARQUES ROLDAO
RENATO

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

HÁ 2 DIAS

Em 3 de maio de 2016, o MAPA publicou nova IN, a número 7, que altera a IN n. 62/2011, estendendo os prazos estipulados por mais dois anos a partir de 2016, ou seja CBT 300.000 UFC/mL e CCS 500.000 CCS/mL até 01/07/2018. Com isso, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão se adequar às normas até 2018, e as regiões Norte e Nordeste em 2019 (MAPA, 2016, DOU nº 84, Seção 1, pág. 11)