Leite cria 4 mil empregos na região Centro Oeste

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Com aumento na produção leiteira de 8,3% (acima da média nacional), o Centro-Oeste registrou a criação de 4 mil novos empregos no setor no ano passado, segundo reportagem de Neila Baldi, publicada hoje na Gazeta Mercantil. O cálculo é da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), que registrou o surgimento de 22,6 mil novas vagas em todo o Brasil, ou seja, a região respondeu por 17,6% dos postos de trabalho criados e 13,4% da produção nacional.

O maior volume de leite produzido deve-se à diminuição da importação e à melhor remuneração do mercado. Em todo País, a produção de leite cresceu 5%, atingindo a cifra de 20 bilhões em 2000. No Centro-Oeste, chegou-se a 2,6 bilhões de litros. Se o incremento continuar neste ritmo, a estimativa de Paulo Bernardes, presidente da Comissão de Pecuária de Leite da CNA, é que em 2002 o Brasil já será auto-suficiente.

Em Goiás, maior bacia leiteira da região, o crescimento da produção foi inferior à média nacional, alcançando 3%. Neste estado, o setor gerou 2,4 mil empregos em 2000 (28% da região). Para João Bosco, presidente da Federação de Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), o crescimento registrado nos últimos anos, deve-se a maior organização dos pecuaristas. Ele estima que 10% da produção já é comercializada via cooperativas virtuais. Aliado a isso está a tecnificação do produtor, refletida por exemplo no salto de 183 ordenhadeiras mecânicas em 1985 para 4.270 em 2000. No mesmo período, apesar da pequena variação negativa no rebanho, a produção passou do 1 bilhão de litros para 2,1 bilhões por ano. Durante a década de 90 o aumento acumulado da produção em Goiás é de 104,23%, frente à média nacional de 38,7%, de acordo com os números da Leite Brasil (associação de produtores).

Na região, apenas o Distrito Federal registrou redução (1,2%) no total de leite produzido em 2000, comparando-se com 1999. No ano passado, para abastecer a indústria nacional, foi preciso importar 1,8 bilhão de litros de leite, volume 25% inferior a 1999. Uma economia de US$ 66,8 milhões, de acordo com os cálculos da CNA.

Isso significa que a produção doméstica substituiu o que deixou de ser importado, gerando novos postos de trabalho. A instituição calcula que para cada 146 mil litros produzidos são criados 5,5 empregos.

Por Neila Baldi, para Gazeta Mercantil, 25/01/01
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