LBR entrega plano de recuperação judicial
A empresa de lácteos LBR - Lácteos Brasil, em recuperação judicial desde fevereiro, apresentou o plano de recuperação judicial com a proposta de pagamento aos credores da companhia. O documento, que está disponível no site da companhia, prevê pagamentos a credores - essencialmente financeiros e trabalhistas - até 2026 e alienação - na forma de arrendamento com opção de compra - de qualquer uma das 12 unidades produtivas atuais da companhia.
Publicado por: MilkPoint
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Segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o plano foi entregue ao juiz Daniel Carnio Costa, da 1.ª Vara de Falências e Recuperação Judicial do Estado de São Paulo, na última sexta-feira (10). Os credores extraconcursais, que não se submetem aos efeitos da recuperação judicial, inclusive aqueles que detêm alienação ou cessão fiduciária de valores mobiliários ou imobiliários em garantia, serão pagos por meio de empréstimos, com juros pagos semestralmente a partir de junho de 2014, calculado pela taxa Selic mais 0,5%. O valor do principal será pago em parcelas semestrais, com início em junho de 2018, sendo R$ 25 milhões por semestre até 2020.
Os credores financeiros serão pagos em parcelas semestrais, com início em junho de 2016 até 2026. Já os créditos dos fornecedores essenciais vencidos até a data do ajuizamento da recuperação judicial serão dados em até 24 meses. Demais credores e fornecedores não essenciais terão suas dívidas quitadas a partir de janeiro de 2014, em parcelas mensais, até janeiro de 2016. Segundo fontes próximas à companhia, os recursos para pagamento das dívidas serão basicamente da geração de caixa da operação, que segue na sua normalidade.
Já os arrendamentos de qualquer das suas 12 unidades produtivas deverão ser feitos - total ou parcialmente - por até 10 anos, com opção de compra. As dívidas da LBR estão calculadas em cerca de R$ 1 bilhão. Entre as justificativas apresentadas pela companhia para a recuperação judicial estavam questões estruturais do setor de leite no País, que impactam negativamente na produtividade do negócio, dentre elas a pulverização dos produtores e a tributação ineficiente. A empresa possui créditos em PIS/Cofins de cerca de R$ 500 milhões, que se monetizadas permitiriam cobrir cerca de 50% da dívida da companhia. Os principais credores financeiros da empresa são o BNDES e Caixa, que juntos, são responsáveis por um pouco mais de 50% do total do endividamento da LBR. Segundo apurou o Broadcast, a realização da primeira assembleia geral dos credores (AGC) para discutir e aprovar o plano proposto deve ser na segunda semana de julho.
A reportagem é da Agência Estado, adaptada pela Equipe MilkPoint.
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Que coisa não???
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Então, a LBR vê como fator muito negativo "a pulverização dos produtores", com o que até há que se concordar.
Enquanto isso, o Governo fomenta o ingresso de assentados na atividade:
http://blog.planalto.gov.br/dilma-inaugura-industria-de-laticinios-em-assentamento-de-arapongas-pr-e-lanca-r-600-milhoes-em-investimento-assista-ao-discurso/
Na ótica do Governo, produzir leite é das coisas mais simples e fáceis do setor agropecuário; mas o povo carente dos assentamentos não deveria ser iludido com isso.