Justiça mantém prisões preventivas de suspeitos da fraude do leite no RS

Em decisão unânime, a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) manteve a prisão preventiva de dois envolvidos na fraude do leite, desvendada em maio deste ano durante a Operação Leite Compensado do Ministério Público. Daniel Riet Villanova, de Ronda Alta, e o vereador Larri Lauri Jappe, de Horizontina, tiveram os habbeas corpus negados.

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Em decisão unânime, a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) manteve a prisão preventiva de dois envolvidos na fraude do leite, desvendada em maio deste ano durante a Operação Leite Compensado do Ministério Público. Daniel Riet Villanova, de Ronda Alta, e o vereador Larri Lauri Jappe, de Horizontina, tiveram os habbeas corpus negados. Cabe recurso.

Na Comarca de Ronda Alta, o relator do processo foi o desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, que negou o pedido da defesa. Conforme o magistrado, o decreto de prisão preventiva está fundamentado com “suficiência”. “Destaca-se que o paciente seria o responsável pela fórmula de adulteração, segundo revelações iniciais”, informa a decisão. Daniel está detido no presídio de Espumoso.

Já na Comarca de Horizontina, o relator foi o desembargador Newton Brasil de Leão. Conforme o magistrado, “há indícios mais do que suficientes de materialidade e autoria delitivas, cabendo lembrar que as alegadas vendas de formol e ureia não bastam para a prova de que tais produtos apreendidos também não foram introduzidos criminosamente nas cargas de leite transportadas pela empresa do paciente”. O vereador está detido no presídio de Santa Rosa.

Os dois tiveram os bens bloqueados pela Justiça em julho. O réu Larri Lauri Jappe é vereador e proprietário de uma empresa de transporte de leite. O denunciado Daniel Riet Villanova é técnico de uma cooperativa paranaense, também investigada na fraude.

Entenda

A Operação Leite Compensado foi desencadeada em maio deste ano pelo Ministério Público para coibir uma fraude no leite cru, realizada por um grupo de transportadores do interior do estado. A adulteração ocorria no meio do caminho entre a propriedade rural e a indústria. A ação teve como consequências a retirada de lotes do mercado e a interdição de três postos de resfriamento e de uma fábrica em Estrela.

Nas duas fases da operação do MP, 14 pessoas foram presas nas cidades de Ibirubá, Guaporé, Horizontina, Rondinha, Boa Vista do Buricá e Três de Maio. Alguns investigados aceitaram a oferta de deleção premiada e foram liberados, mas outros permanecem detidos. No total, 20 pessoas já foram denunciadas por suspeita de participação no esquema. 

As informações são do G1 RS, adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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