A dificuldade para obtenção de registro de queijos artesanais foi contestada, na última sexta-feira, pelo diretor-técnico do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Altino Rodrigues, segundo reportagem de Rodrigo Rievers de Almeida, publicada hoje na Gazeta Mercantil. "Não recebemos nenhuma solicitação desses produtores artesanais de queijo para realizarmos as inspeções necessárias para emitirmos o registro", afirma o diretor-técnico do IMA. Ele se refere à afirmação do diretor-presidente da Cooperativa dos Produtores Rurais do Serro, Carlos Dumont, que havia declarado a este jornal, um dia antes, que o órgão faz vista grossa à venda do queijo artesanal mineiro dentro do estado.
De acordo com Rodrigues, o IMA emite o registro para todo e qualquer estabelecimento mediante comprovação de que o local cumpre todas as exigências da legislação em vigor. O interesse do IMA é regularizar a atividade, mas os critérios de funcionamento e controle da produção de queijarias, publicados no último dia 2 de janeiro para orientar o relacionamento dos fabricantes com o Serviço de Inspeção Federal (SIF), integram a legislação federal e precisam ser respeitados. Rodrigues acrescenta que é impossível modificar um dos pontos considerados pelos queijeiros como mais prejudiciais à atividade, que exige um tempo de cura mínimo de 60 dias, em um dos entrepostos do Serviço de Inspeção Federal (SIF) - antes de o produto ser liberado para outros estados. Ele afirma que o tempo de cura foi estabelecido por entidades de pesquisa na área de alimentos, e precisará ser observado, inclusive, para a comercialização do queijo artesanal dentro dos limites do estado de Minas Gerais.
Por Rodrigo Rievers de Almeida, para Gazeta Mercantil, 15/01/01
IMA constesta falta de apoio a produtor de queijo
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