Goiânia já tem laboratório para análise de leite in natura

Publicado por: MilkPoint

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Está em funcionamento em Goiânia, desde o começo do mês, um sofisticado laboratório de análise da qualidade do leite. Ele foi instalado pela Universidade Federal de Goiás, por convênio com o a Secretaria de Agricultura/Ministério da Agricultura, que forneceu o maior volume de recursos: R$ 546 mil de um total de R$ 696 mil gastos com o empreendimento.

O coordenador do Centro de Pesquisa em Alimentos, setor da UFG ao qual está vinculado o laboratório, médico veterinário Albenones José de Mesquita, informou que as análises vêm sendo feitas desde o dia 4, mas que a procura ainda é pequena. Entre os primeiros clientes estão empresas do Distrito Federal.

O laboratório de referência de qualidade do leite é o quinto do País e o primeiro do Centro-Oeste. Ele é dotado, basicamente, de um contador de células bacterianas, um contador de células somáticas e um determinador de proteína, gordura, lactose, sólidos totais e sólidos não-gordurosos. Os três equipamentos são eletrônicos e correspondem ao que há de mais avançado na tecnologia hoje utilizada pelos laboratórios europeus similares. O laboratório tem capacidade para examinar 50 mil amostras por mês ou 350 em apenas uma hora.

Valorização

Seus clientes em potencial são indústria de laticínios de qualquer porte, produtores de leite, associações, sindicatos de empresas e de pecuaristas do setor, cooperativas agropecuárias e técnicos autônomos. Com a proximidade do laboratório, eles ganham tempo e evitam despesas com a remessa de material para exame em laboratórios de outros Estados. O leite coletado para exame é cru e com uso de conservantes, tem durabilidade de sete dias.

Em geral, os goianos vinham recorrendo ao laboratório de Curitiba (PR), mas há três outros: em Piracicaba (SP), Juiz de Fora (MG) e Passo Fundo (RS). Ainda não há nenhum no Nordeste e no Norte do País e Goiânia pode atender parte da clientela dos Estados dessas regiões. Albenones informa que a UFG arcou com a parcela menor dos recursos gastos com o empreendimento, R$ 150 mil, e teve, na celebração do acordo, participação do ex-secretário de Agricultura, Leonardo Vilela, e do governador Marconi Perillo.

Os exames não são obrigatórios, mas vão representar segurança para o consumidor e, conseqüentemente, também para a indústria e para o comércio. As usinas de laticínios passam a ter um instrumento que lhes permite pagar ao produtor pela qualidade do leite, recolhendo amostras e encaminhando-as ao laboratório, trabalho que o coordenador sugere que seja feito duas vezes por mês e está sendo executado sob a responsabilidade dos veterinários Rodrigo Balduíno S. Neves e José Ricardo G. Mansur.

As indústrias arcariam com o custo de imediato, mas seriam compensadas com a valorização do que produzirem. Ele admite a possibilidade de, em futuro próximo, se estudar a criação de um selo de qualidade para os produtos derivados do leite in natura que tenha sido submetido à análise.

O laboratório, que fica em frente à Escola de Veterinária, no Campus II da UFG, margem da GO-080, saída para Nova Veneza, fornece informações pelo telefone (62) 521-1579 e está distribuindo manual de orientação para coleta do leite a ser analisado.

Fonte: O Popular/GO (por Marly Paiva), adaptado por Equipe MilkPoint
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