Exportações de lácteos dos Estados Unidos voltam a crescer em maio

As exportações de lácteos dos EUA cresceram 14% em maio em relação ao ano anterior, alcançando um total de US$ 4,32 bilhões no acumulado de janeiro a maio.

Publicado por: MilkPoint

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As exportações de lácteos dos EUA cresceram 14% em maio em relação ao ano anterior, alcançando um total de US$ 4,32 bilhões no acumulado de janeiro a maio. Queijos e gordura do leite foram os principais responsáveis pelo crescimento, com embarques de queijo superando 61 mil toneladas e a gordura do leite mais que dobrando. Apesar de desafios logísticos no Oriente Médio, as vendas se mantiveram fortes, com redirecionamento de rotas. As exportações de soro de leite aumentaram, enquanto as de leite em pó desnatado caíram 20%.
As exportações de lácteos dos Estados Unidos registraram uma expansão de 14% em maio na comparação anual, considerando o equivalente em sólidos do leite. Esse avanço ocorreu mesmo diante de um cenário desafiador, marcado por interrupções logísticas no Oriente Médio, oferta limitada de soro de leite com baixo teor de proteína no mercado interno e preços elevados do leite em pó desnatado. O resultado reforça a força da demanda global e o compromisso dos fornecedores norte-americanos com o mercado internacional, consolidando o oitavo mês consecutivo de crescimento nas vendas externas. No acumulado de janeiro a maio, o volume em equivalente de sólidos cresceu 12,6%, enquanto o faturamento avançou 12%, o que representa um acréscimo de US$ 447 milhões e um total de US$ 4,32 bilhões.

Embora o crescimento de maio tenha atingido diversas categorias, os principais propulsores do setor continuaram sendo os queijos e a gordura do leite. Os embarques de queijo superaram a marca de 60 mil toneladas pelo terceiro mês consecutivo, totalizando 61.409 toneladas. Esse volume representa uma alta de 18% em relação a maio do ano anterior. A Coreia do Sul e o México lideraram o aumento em volume, repetindo a tendência do ano. As vendas para os sul-coreanos saltaram 52% no mês e acumulam alta de 41% no ano, enquanto o mercado mexicano registrou avanço de 16% em maio e 29% no acumulado de cinco meses.

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Paralelamente, as exportações de gordura do leite, categoria que engloba manteiga e gordura anidra, mais do que dobraram no período, alcançando 15.158 toneladas. O crescimento foi liderado pelo Oriente Médio e Norte da África, com uma impressionante alta de 767%, acompanhada por incrementos superiores a mil toneladas nos mercados da Austrália, México e Canadá.

Adaptação Logística nas Rotas do Oriente Médio

O desempenho expressivo da gordura do leite comprova a capacidade dos exportadores americanos de contornar os gargalos logísticos gerados pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Dados analisados pelo Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC) mostram que a maior parte dos carregamentos de manteiga e queijo destinados ao Oriente Médio está sendo redirecionada por rotas terrestres através da Arábia Saudita. Essa mudança estratégica reconfigurou o fluxo comercial da região em maio.

As vendas de gordura do leite para os sauditas saltaram 473%, enquanto os embarques para o Bahrein zeraram pelo segundo mês consecutivo. No segmento de queijos, a Arábia Saudita registrou uma alta de 176%, compensando a queda de 68% no volume somado enviado para Bahrein, Kuwait, Omã, Catar e Emirados Árabes Unidos. Mesmo diante de conflitos e barreiras logísticas, o comércio com a região seguiu em expansão, o que levanta questionamentos sobre quão maior teria sido o crescimento sem esses entraves na cadeia de suprimentos.

Oscilações no Soro de Leite e a Realidade do Leite em Pó

No segmento de soro de leite com baixo teor de proteína, as exportações americanas mantiveram a tendência de aceleração, atingindo o recorde anual de 57.164 toneladas em maio. O ritmo de crescimento anual evoluiu de 7% em janeiro para 56% em maio, impulsionado por um salto de 282% nas vendas para a China. Vale destacar que o USDEC ajusta os volumes destinados ao mercado chinês para corrigir distorções de classificação fiscal. Contudo, essa forte alta reflete uma base de comparação deprimida, já que os embarques para a China haviam desabado na primavera de 2025 devido a tensões tarifárias. Como o comércio se normalizou logo em seguida, a expectativa é de que o ritmo de crescimento desacelere nos próximos relatórios oficiais.

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Por outro lado, o mercado de leite em pó desnatado passou por um ajuste de expectativas. Após surpreender com uma alta de 6% em abril devido a contratos antigos fechados com as Filipinas, o produto enfrentou o impacto dos preços elevados em maio, resultando em uma queda global de 20% nas exportações americanas. Os embarques para o México recuaram 13% e as vendas para o Sudeste Asiático caíram 11%. As Filipinas mantiveram um crescimento mais modesto de 20%. Para os próximos meses, o cenário se mostra moderadamente otimista, uma vez que os preços internos do leite em pó desnatado recuaram em junho, aproximando-se dos patamares da União Europeia e da Nova Zelândia, em um contexto de maior produção acumulada em 2026.

As informações são do US Dairy Export Council (USDEC), adaptadas pela equipe MilkPoint.

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