Até o momento, em 2025, a receita com exportações de produtos lácteos do Uruguai foi 13% superior à registrada entre janeiro e setembro de 2024, totalizando US$ 687,9 milhões, informou o Instituto Nacional do Leite (Inale).
Considerando os quatro principais produtos, nos nove primeiros meses do ano houve aumento da receita com leite em pó integral, leite em pó desnatado e manteiga, enquanto os queijos apresentaram queda.
Em termos de volume, foram exportadas mais quantidades de leite em pó — integral e desnatado —, mas menos queijos e manteiga.
Contexto
O recorde histórico de receita com exportações de laticínios foi alcançado em 2022, com US$ 925,2 milhões (+23% em relação a 2021), sendo uma das duas únicas vezes em que o setor superou a barreira dos US$ 900 milhões — a outra foi em 2013, com US$ 907 milhões (+15% sobre 2012). Essa marca simbólica pode ser superada novamente em 2025.
Em volume, os melhores resultados históricos ocorreram em 2012, com 246.613 toneladas (+21% sobre o ano anterior), e em 2024, com 241.135 toneladas (+5% em relação a 2023). Esses foram os únicos anos com exportações acima de 240 mil toneladas.
Os principais produtos de exportação
A receita gerada pelas exportações uruguaias de produtos lácteos é altamente relevante, já que em 2024 o setor ocupou o quarto lugar entre os principais produtos exportados, atrás apenas de celulose, carne bovina e soja.
Em 2025, os laticínios continuam no quarto posto, atrás de carne bovina, celulose e soja, deixando os concentrados de bebidas na quinta posição.
O relatório elaborado pelos técnicos do Inale, com base em dados da Direção Nacional de Aduanas (DNA), apresenta os seguintes resultados comparando janeiro-setembro de 2025 com o mesmo período de 2024:
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Leite em pó integral: aumento de 19% (total de US$ 471,9 milhões);
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Leite em pó desnatado: aumento de 8% (US$ 40,5 milhões);
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Queijo: queda de 19% (US$ 66,2 milhões);
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Manteiga: aumento de 19% (US$ 55,9 milhões).
Em volume, entre janeiro e setembro de 2025, foram exportadas 151.571 toneladas, com as seguintes variações:
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Leite em pó integral: +4% (117.267 toneladas);
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Leite em pó desnatado: +1% (12.604 toneladas);
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Queijo: –20% (13.303 toneladas);
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Manteiga: –1% (8.397 toneladas).
Leite em pó integral
O leite em pó integral continua sendo, de longe, o produto mais exportado em volume (77,3% do total embarcado) e em receita (68,6% do total obtido).
Com relação aos preços médios alcançados, com base na comparação do acumulado de janeiro a setembro de cada ano, foi 15% superior no leite em pó integral; 8% maior no leite em pó desnatado; 1% superior nos queijos; e aumentou 21% na manteiga.
Por fim, considerando o mais recente — ou seja, apenas o que ocorreu nas negociações correspondentes a julho de 2025 —, os preços médios foram:
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US$ 3.981 por tonelada de leite em pó integral;
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US$ 3.403 por tonelada de leite em pó desnatado;
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US$ 5.210 por tonelada de queijo;
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US$ 6.926 por tonelada de manteiga.
Um dado alentador é que, comparando o preço recebido em setembro de 2025 com o de dezembro de 2024, registrou-se um aumento no leite em pó integral (36%), uma queda no leite em pó desnatado (-4%), uma alta nos queijos (6%) e um crescimento na manteiga (21%).
Mercados que lideram: Argélia e Brasil
A Argélia ultrapassou o Brasil como principal destino dos produtos lácteos que o Uruguai exporta, com base no relatório atualizado pelo Inale.
Considerando os últimos 12 meses (ano móvel), os principais destinos foram Argélia (33%) e Brasil (30%), com participações menores de Rússia, Chile e Mauritânia (3% cada um).
Levando em conta os quatro segmentos, o Brasil foi o principal destino em dois deles: leite em pó desnatado (absorveu 71% do total) e queijos (30%), enquanto a Argélia foi o principal destino do leite em pó integral (45%) e a Rússia, da manteiga (27%).
As informações são do El Observador.