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Equipe do Balde Cheio acompanha preparativos para execução do projeto no Acre

Profissionais da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos/SP) ministraram palestra sobre mitos e verdades do projeto Balde Cheio, na Embrapa Acre (Rio Branco), neste mês. A agenda da equipe na capital acreana também incluiu visita a uma das propriedades rurais que serão assistidas pelo projeto, para conhecer o seu potencial produtivo, interagir com técnicos que prestarão assistência aos produtores e alinhar procedimentos para execução da iniciativa no Acre.
 
A metodologia Balde Cheio atua na capacitação de técnicos da extensão rural para assistência continuada a propriedades leiteiras, com foco na adoção de tecnologias agropecuárias sustentáveis e ferramentas de gerenciamento da atividade, visando ao aumento da produtividade, melhoria da eficiência dos sistemas produtivos e geração de renda no campo. Entre outras demandas da pecuária leiteira, o projeto busca elevar o padrão genético do rebanho, melhorar a sanidade animal e qualidade das pastagens, adequar a dieta nutricional das vacas leiteiras e implantar projetos de irrigação de gramíneas nas propriedades.
 
Criado há mais de duas décadas, em 2017 o Balde Cheio se transformou em um projeto em rede, executado com a participação de 17 Unidades da Embrapa, em 14 estados. Um dos planos de ação prevê a integração entre as equipes, por meio de visitas às diferentes localidades. “Apesar de contarmos com uma comunicação mais imediata nas videoconferências, as conversas presenciais, mostrando a lógica de atuação do projeto e os princípios metodológicos a serem seguidos na adoção de tecnologias, proporcionam respostas mais efetivas no processo. Conhecer melhor o projeto tem motivado muitos profissionais da empresa a integrar as equipes. Em todas as Unidades que estivemos o projeto deslanchou após a visita de sensibilização”, afirma André Novo, analista da Embrapa Pecuária Sudeste e líder do projeto.
 
Para Bruno Pena, chefe-adjunto de transferência de tecnologias da Embrapa Acre, a visita de lideranças do projeto é uma oportunidade para a troca de experiências e para alinhamento da proposta metodológica às necessidades das propriedades que serão assistidas. “Sabemos que bem aplicada a metodologia Balde Cheio pode transformar o sistema de produção de leite e melhorar a qualidade de vida dos produtores. O compartilhamento de experiências de sucesso por pessoas que percorrem o Brasil conferindo os resultados do projeto, certamente vai fortalecer a confiança dos técnicos locais na abordagem de convencimento dos produtores na adoção de tecnologias inovadoras”, destaca.
 
Parcerias
 
A busca por parceiros para formação de arranjos locais visando à execução do Balde Cheio em propriedades rurais acreanas iniciou no final de 2018, trabalho capitaneado pela Universidade Feral do Acre (Ufac) e Embrapa. Atualmente, quatro produtores rurais, que também participam do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), se preparam para aderir ao projeto.
 
"As parcerias institucionais e entre diferentes elos da cadeia produtiva do leite são a base para implementação das ações. O envolvimento de profissionais da Embrapa na formalização de acordos é fundamental para definição de como será a relação entre instituições, técnicos da extensão rural e produtores. É importante conhecer as expectativas dos parceiros nesse processo, o quantitativo de técnicos que poderemos contar e estabelecer uma espécie de pacto colaborativo. Ao mesmo tempo, é necessário que cada parte compreenda qual será o seu papel na aplicação da metodologia Balde Cheio. Isso facilita a comunicação, agiliza o trabalho e garante resultados”, diz André Novo.
 
Ainda de acordo com o líder do projeto, a rede que dá sustentação ao Balde Cheio já conta com 145 parcerias em todo o Brasil e as equipes têm atuado na identificação de parceiros potenciais para fortalecimento das ações. Esse esforço coletivo já beneficia 1.150 propriedades leiteiras com apoio técnico para alavancar a produção e a renda familiar. A propriedade funciona como "sala de aula" para o aprendizado prático de produtores e técnicos no processo de adoção de tecnologias. “Acreditamos que nessa lógica é possível mudar a vida das famílias rurais. Aprender na prática é a forma mais eficiente de gerar conhecimento e promover inclusão social”, ressalta.
 
A produção de leite é uma importante alternativa de trabalho e renda para as famílias rurais acreanas. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 70% das 28 mil propriedades rurais do Estado praticam a atividade. Apesar desse contingente expressivo, as dificuldades na atividade são muitas, incluindo a baixa produtividade dos rebanhos e a degradação de pastagens. O professor da Ufac, Eduardo Mitke, coordenador do Balde Cheio no Acre, considera a união de esforços uma estratégia eficiente para superar essas e outras limitações.
 
“As experiências do projeto Balde Cheio em outros estados têm mostrado que com tecnologias adequadas é possível transformar pequenas propriedades leiteiras em empreendimentos altamente produtivos e rentáveis. A pecuária leiteira da região tem potencial e, pela primeira vez, diferentes instituições estão reunidas com os mesmos objetivos, que é proporcionar conhecimentos para o aumento da produção. Contar com parceiros que já investem em capacitação na atividade leiteira, como o Senar, por exemplo, confere uma base sustentável para execução do Balde Cheio, por convergir com a dinâmica do projeto”, afirma Mitke.
 
Visita a campo
 
Localizada a sete quilômetros da capital, Rio Branco, o Rancho São Bento está praticamente pronto para iniciar a adoção das primeiras tecnologias do projeto Balde Cheio. A propriedade conta com 12 hectares destinados à pastagem, sendo cinco já formados, e um rebanho de 23 vacas leiteira, 18 delas estão em lactação. O proprietário, Valdomiro Bento, conta que a ideia inicial era reformar mais quatro hectares de pastagens para elevar a oferta de alimento para o gado, entretanto, a partir das orientações da equipe do projeto percebeu que é mais rentável investir em adubação para melhorar a qualidade do pasto já existente e no manejo da pastagem.
Integrantes do projeto em visita ao Rancho São Bento, propriedade rural que será assistida pelo Balde Cheio em Rio Branco (AC) - Foto: Diva Gonçalves
 
“Vamos começar com meio hectare e planejar bem os investimentos para não fazer gastos desnecessários. De acordo com a evolução da produção, podemos ampliar a área e, quem sabe, implantar um sistema de irrigação na pastagem. Desde que ingressei no programa de assistência técnica do Senar, em janeiro deste ano, a produção de leite aumentou 30%, saltando de 70 para 100 litros de leite ao dia. Com o apoio do Balde Cheio tenho certeza que iremos mais longe. Nossa meta é chegar a 500 litros diários”, afirma o produtor rural.
 
André Novo explica que os investimentos na propriedade devem ser pensados a partir dos objetivos almejados e acontecer de forma gradativa. A recomendação é sempre começar o processo de adoção de tecnologias com uma área pequena, para aprender aos poucos e se adaptar às mudanças. Como no Acre o segmento do leite ainda está se estruturando e a indústria é pequena, é importante observar também a demanda do mercado. Em sua avaliação, o Sítio São Bento reúne as condições necessárias para se tornar uma Unidade Demonstrativa do projeto Balde Cheio, por ter na atividade leiteira a principal fonte de renda, ser de pequeno porte e de cunho familiar.
 
“Além disso, por integrar o programa de assistência técnica do Senar, a propriedade já incorporou mudanças importantes que vão facilitar a adoção de novas tecnologias.  Mas, o produtor também pode optar por ser apenas assistido do projeto, mas qualquer que seja a sua escolha, essa fase de adesão é o momento de avaliar o nível de responsabilidade que pode assumir. Além de enfatizar a necessidade de compromisso mútuo entre as partes, aspecto básico para a obtenção de resultados, as visitas a campo permitem conhecer distintas realidades e perceber o tipo de suporte que os técnicos necessitam para orientar sobre como atender as demandas de cada propriedade”, ressalta o líder do projeto.
 
As informações são da Embrapa.

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