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Embrapa avança em pesquisas sobre soja mais resistente à seca

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 27/10/2021

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A falta de chuvas impediu a produção de 15 milhões de toneladas de soja nas últimas três safras no Rio Grande do Sul e Paraná, principais Estados produtores da oleaginosa depois de Mato Grosso. O prejuízo econômico da deficiência hídrica chegou a R$ 8 bilhões, segundo os cálculos da Embrapa.

A estatal recomenda a adoção de algumas estratégias para mitigar o problema nas lavouras e uma mudança comportamental em todos os setores para preservar a água. Estudos iniciais apontam na biotecnologia uma saída para mitigar os efeitos irreversíveis das secas. "Percebemos que a soja pode até suportar temperaturas mais altas, mas, quando há restrição de água, o dano para planta é muitas vezes irreversível", diz José Renato Bouças Farias, pesquisador da Embrapa Soja.

O desenvolvimento de cultivares mais tolerantes à seca pode contribuir para aliviar o cenário de perdas de produção, mas a introdução dessa característica por meio do melhoramento genético clássico ainda é um desafio. Pesquisas da Embrapa Soja em parceria com institutos de pesquisa do Japão mostram que as ferramentas biotecnológicas podem ser eficazes nessa batalha.

Por meio da manipulação genética, os pesquisadores conseguiram introduzir um gene isolado de uma planta que torna a soja mais tolerante à seca. "Essas plantas foram testadas em condições de casa-de-vegetação e campo com resultados promissores, mostrando que as plantas transgênicas têm rendimento mais estável quando sofrem com estresse hídrico. No entanto, os aspectos regulatórios associados aos organismos geneticamente modificados (OGMs) dificultam a oferta dessas tecnologias no mercado", explica a pesquisadora Liliane Mertz-Henning.

Segundo ela, ferramentas como a edição gênica, que alteram de forma precisa genes da própria espécie, são uma alternativa promissora para contornar essas limitações. "Estudos sobre edição gênica visam a gerar plantas mais tolerantes à seca e que possam ser consideradas como não-OGMs já estão sendo desenvolvidos e contribuirão para ampliar as opções de cultivares mais tolerantes no mercado", pontua.

Entre as ações de mitigação na produção agrícola, a Embrapa indica uma série de práticas reconhecidas de manejo e conservação do solo e da água, como a diversificação de culturas, a utilização do plantio direto na palha, a preservação de nascentes, rios e margens de rios, a adoção de boas práticas de cobertura do solo, as práticas de sequestro de carbono e o respeito ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

Com 95% das lavouras cultivadas em sistema sequeiro no Brasil, a soja precisa de oito milímetros de água por dia durante a floração e o enchimento de grãos. Em todo o ciclo, a necessidade varia de 450 a 800 milímetros.

De acordo com o presidente da Embrapa Soja, Renato Farias, a elevação da temperatura com as mudanças climáticas amplia a demanda da planta por água.

A tendência é de secas mais frequentes e de chuvas torrenciais, em maior intensidade, o que pode gerar uma distribuição deficitária ao longo da safra. "É urgente buscarmos alternativas para o melhor aproveitamento da água em todos os setores. Nosso recurso mais vital no futuro próximo será a água", ressaltam os pesquisadores da Embrapa.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint. 

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