Emater/RS: outono traz desafios à pecuária leiteira no RS

Emater/RS avalia o cenário do rebanho leiteiro gaúcho e aponta os efeitos do outono sobre pastagens, manejo e condições sanitárias nas principais regiões.

Publicado por: MilkPoint

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Devido ao vazio forrageiro outonal, segue a necessidade de maior uso de alimentos conservados e concentrados, bem como o ajuste das dietas.

A queda das temperaturas contribuiu para a redução da população de mosca-dos-chifres, mas houve aumento da infestação por carrapatos e na incidência de tristeza parasitária. A produção de leite continua em queda, ainda influenciada pela escassez de pastagens e pelas condições climáticas adversas.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a menor disponibilidade de pasto verde de qualidade tem levado à diminuição da produção de leite, chegando a até 20% em algumas propriedades.

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Na de Caxias do Sul, as chuvas favoreceram os sistemas de produção de leite a pasto, melhorando a oferta de forragem e reduzindo o uso de silagem e feno. A queda de temperatura eliminou o estresse térmico nos animais. Apesar das chuvas dificultarem a manutenção da qualidade do leite, os produtores conseguiram manter os padrões exigidos.

Na de Erechim, o manejo sanitário segue adequado, com destaque para as vacinações preventivas contra raiva bovina, em função de casos registrados. O controle de ectoparasitas têm sido um desafio em decorrência da grande incidência de carrapatos.

Na de Frederico Westphalen, a produção de leite se reduziu em razão da antecipação do vazio forrageiro e da influência das altas temperaturas.

Na de Ijuí, nas propriedades com sistema de produção a pasto, houve diminuição na produção de leite, levando ao aumento do uso de forragens conservadas.

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Na de Passo Fundo, as condições do rebanho se estabilizaram após o período de estiagem, com melhora no escore nutricional em virtude da suplementação alimentar.

Na de Porto Alegre, as temperaturas amenas e as chuvas beneficiaram o manejo do rebanho e o preparo de áreas para implantação das pastagens de inverno.

Na de Santa Maria, as chuvas permitiram a intensificação da implantação das pastagens de inverno, inclusive nas áreas de integração lavoura-pecuária, como em Júlio de Castilhos. A escassez de forragem está mais acentuada nas propriedades que dependem de pastagens anuais.

Na de Santa Rosa, a redução da insolação e as chuvas aumentaram o consumo de alimentos conservados e proporcionaram a retomada da produção diária de leite.

Na de Soledade, as chuvas favoreceram o rebrote das pastagens perenes e anuais de verão, garantindo maior estabilidade na oferta de forragem para o rebanho leiteiro.

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