Logo do site MilkPoint
Entrar
  • NOTÍCIAS & MERCADO
    GIRO DE NOTÍCIASPANORAMA DE MERCADOCONCEITOS DE MERCADOMILK EXPRESS
  • PREÇOS & PRODUÇÃO
  • COLUNAS
  • MILKPLAY
  • ARTIGOS
    PRODUÇÃO DE LEITEINDÚSTRIA DE LATICÍNIOSESPAÇO ABERTOE-BOOKSCRUZADINHA
  • EVENTOS
    MILK PRO SUMMITINTERLEITE BRASILDAIRY VISIONFÓRUM MILKPOINT MERCADOPRÓXIMOS EVENTOS
  • TOP 100
  • EMPRESAS
    CEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMALDELAVAL - PRODUÇÃO DE LEITE EFICIENTEMSD SAÚDE ANIMAL - MAXI-LEITENOVIDADES DOS PARCEIROS
  • MILKIA
  • CONTATO
    NEWSLETTERANUNCIEENVIAR UM ARTIGOFALE CONOSCOTRABALHE CONOSCOQUEM SOMOS
Acesse sua conta Ou cadastre-se
INÍCIO
NOTÍCIAS & MERCADO
GIRO DE NOTÍCIASPANORAMA DE MERCADOCONCEITOS DE MERCADOMILK EXPRESS
PREÇOS & PRODUÇÃO
COLUNAS
MILKPLAY
ARTIGOS
PRODUÇÃO DE LEITEINDÚSTRIA DE LATICÍNIOSESPAÇO ABERTOE-BOOKSCRUZADINHA
EVENTOS
MILK PRO SUMMITINTERLEITE BRASILDAIRY VISIONFÓRUM MILKPOINT MERCADOPRÓXIMOS EVENTOS
TOP 100
EMPRESAS
CEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMALDELAVAL - PRODUÇÃO DE LEITE EFICIENTEMSD SAÚDE ANIMAL - MAXI-LEITENOVIDADES DOS PARCEIROS
MILKIA
CONTATO
NEWSLETTERANUNCIEENVIAR UM ARTIGOFALE CONOSCOTRABALHE CONOSCOQUEM SOMOS
  • Acesse o MilkPoint Ventures MilkPoint Ventures
  • Acesse o CaféPointCaféPoint
  • Acesse o MilkPoint Mercado MilkPoint Mercado
  • Acesse o Milk Pro Master Milk Pro Master
  • Acesse o Milk Monitor Milk Monitor
  • Acesse o MapLeite MapLeite
Agener
  1. Início >
  2. Giro de Notícias

Crise hídrica prejudica o agronegócio mineiro

A escassez hídrica, resultado da maior estiagem dos últimos 90 anos, tem gerado prejuízos na produção agrícola e pecuária de Minas Gerais. Saiba mais aqui.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: 21/10/2021 - 6 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

A escassez hídrica, resultado da maior estiagem dos últimos 90 anos, tem gerado prejuízos na produção agrícola e pecuária de Minas Gerais e várias regiões do Brasil. Além das perdas em produtividade, principalmente, na segunda safra de grãos de 2021, produtores lidam com a redução da captação de água para irrigação e aumento dos custos, com destaque para a energia elétrica.

A falta de água atual resulta das mudanças climáticas e do aquecimento global, e medidas para desacelerar os processos são consideradas fundamentais. No campo, a preocupação com uma produção mais sustentável e o uso eficiente e consciente dos recursos são práticas essenciais e cada vez mais adotadas.

Os pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – unidade Milho e Sorgo (Embrapa Milho e Sorgo) Daniel Pereira Guimarães e Walter José Rodrigues Matrangolo explicam, em artigo divulgado pela Embrapa, que os impactos das ações humanas sobre o clima do planeta têm gerado diversos problemas e medidas urgentes para conter a aceleração do aquecimento global e as mudanças climáticas devem ser adotadas. Entre os problemas registrados, eles destacam as estiagens de 2014/2015 e a situação crítica de disponibilidade hídrica enfrentada com as chuvas escassas e irregulares nos últimos três anos. “Neste ano, a situação tem sido mais dramática, pois estamos enfrentando a maior seca dos últimos 90 anos e instabilidades climáticas com eventos extremos”, traz o artigo.

Ainda segundo os pesquisadores da Embrapa, com as altas temperaturas e a falta de chuvas, a produção foi afetada. “As perdas de produtividade na segunda safra agrícola causaram prejuízos de bilhões de dólares em exportações, aumento nos preços e insegurança alimentar no mercado interno. A estiagem e as geadas nas regiões cafeeiras de Minas Gerais e São Paulo afetaram também a produtividade das lavouras de citros e pastagens e causaram alta mortalidade de árvores em matas ciliares, facilitando a propagação de incêndios em plantas de baixa resistência às queimadas, resultando em perdas de biodiversidade e proteção dos recursos hídricos”.

Eles apontam ainda que a chegada das primeiras frentes de chuva e o choque de massas de alta e baixa pressão têm acarretado fortes chuvas de granizo e maiores danos na lavoura cafeeira, quarta maior atividade agrícola do País em termos econômicos. “Temos ainda os impactos nos canaviais, reduzindo a produção nacional de açúcar, álcool e geração de energia térmica a partir do bagaço de cana”.

Guimarães e Matrangolo ressaltam que é necessária a educação ambiental e comprometimento socioambiental para conter o avanço dos problemas climáticos. “Os investimentos na produção de energia limpa (biocombustíveis, energia solar e eólica), carros elétricos e motores mais eficientes no consumo de energia indicam as tendências futuras. A prática da agricultura baseada em bioinsumos, proteção do solo, eliminação das queimadas e proteção da cobertura florestal é a grande contribuição do setor rural”.
 

Perdas generalizadas

A coordenadora da assistência técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso, explica que, ao longo da safra 2020/21 de grãos e da safra 2021 de café, a crise hídrica gerou perdas significativas em todas as regiões produtoras do Estado.

Continua depois da publicidade Agroceres

“Nos grãos começamos a sentir os impactos já em 2020, com atraso no plantio, e tivemos perdas consideráveis. Tivemos perdas no café, problemas no desenvolvimento da cana-de-açúcar e também nas pastagens. Até o momento, também enfrentamos restrições de uso da água nas áreas irrigadas”.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as adversidades climáticas impactaram a produção de grãos no Estado. A cultura mais afetada foi o milho segundo safra. A produção do cereal na segunda safra foi estimada em 1 milhão de toneladas, retração expressiva de 63,9%. A cultura, que já vinha sofrendo com a falta de chuvas, enfrentou ainda severas geadas, que acabaram comprometendo ainda mais o rendimento.

Outro produto que sofreu grandes perdas foi o café. Em 2021, o Estado irá colher o menor volume de café dos últimos dez anos. A estimativa é de uma produção total em torno de 21,4 milhões de sacas de 60 quilos, representando uma queda de 38,1% frente à safra passada.
 

Irrigação limitada

Além das perdas produtivas, os agricultores de Minas Gerais também sofrem com restrições no uso da água para a irrigação e com os custos elevados da energia elétrica. Em função da crise, foi criada, pelo governo, a bandeira tarifária de escassez hídrica, que aumentou o valor da conta de energia. “A crise e os baixos volumes das barragens – o menor dos últimos 91 anos – provocaram uma escalada de custo da energia elétrica para diversos setores e, em especial, para a agropecuária e os produtores irrigantes. Na irrigação, a energia é fundamental”, disse Aline.

Aline ainda explica que o uso da irrigação no campo é feito com boas práticas, com o uso de tecnologias que evitam desperdícios e de forma consciente. “É importante ressaltar que a maior parte da nossa produção é realizada com a água da chuva. O sistema de irrigação é extremamente importante para que o produtor consiga ter maior controle das atividades. Hoje, com as tecnologias disponíveis, o uso da água para a irrigação é muito viável e o recurso vem sendo usado com controle, eficiência e capacitação. O Sistema Faemg oferece muitas capacitações que abordam as boas práticas, uso consciente e adoção de tecnologias”, destacou.
 

Regiões enfrentam restrições

A coordenadora da Assessoria de Meio Ambiente da Faemg, Ana Paula Mello, explica que, no último período chuvoso, de outubro 2020 a março 2021, foram registradas precipitações abaixo da média e, com isso, a água guardada no subsolo que alimenta os rios de forma devagar também sofreu reduções. Há locais no Estado em que o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) já declarou, por meio de portarias, situações críticas de escassez hídrica, com validades determinadas.

“Há restrições, por exemplo, na bacia hidrográfica do rio Doce, sendo uma a montante da estação de São Pedro do Suaçuí e outra no Suaçuí Grande. Uma na bacia do Rio Grande, em trecho do rio Uberaba, e duas na bacia do rio São Francisco, sendo uma no rio Escuro, no Noroeste de Minas, e outra em trecho do rio das Velhas, a jusante de Honório Bicalho. Em todos esses casos, todos os usos de água devem ser reduzidos”.

Conforme as portarias, é obrigatória a redução de 25% do volume diário outorgado para a finalidade de irrigação e de 30% do volume diário outorgado para as captações de água para a finalidade de consumo industrial e agroindustrial. A restrição no uso da água impacta, no Noroeste, a produção de grãos. Mas também são sentidos impactos nas demais regiões na produção de frutas e hortaliças.

Ana Paula explica que os produtores e entidades representativas acompanham os níveis de água e, conforme as análises, decidem o volume de produção, evitando perdas quando há restrição no uso do recurso natural. “Em locais onde a organização dos produtores é maior, eles monitoram e gerenciam não só o uso da água, mas também a vazão dos rios, para que desde o planejamento plantem de acordo para não ocorrer plantio e perdas de todo o montante investido. No Noroeste de Minas, por exemplo, e na região de Monte Carmelo, onde esse nível de organização acontece, a produção final pode reduzir, mas as perdas são muito minimizadas”, explicou.

As informações são do Diário do Comércio, adaptadas pela equipe MilkPoint. 
 

Leia também: 

  • Impactos da crise hídrica na produção de leite
  • Como avaliar o impacto da escassez hídrica na pecuária?

 
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Agener

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Mais visualizadas de Giro de Notícias

08/09/2026

À pedido do público, doce de leite zero açúcar, lactose e glúten da Sulleite é lançado na Expointer

08/09/2026

El Niño causa três furacões simultâneos e atingirá força máxima nos próximos meses

11/09/2026

Super El Niño acende alerta vermelho para quase 400 municípios em período de seca

11/09/2026

Bovinos leiteiros da Embrapa Cerrados são ofertados em leilão on-line na próxima terça (15)

12/09/2026

McDonald's lança novas sobremesas e bebida em campanha com Bob Esponja e One Piece

13/09/2026

Pudim de leite condensado em três etapas: Nestlé® Moça lança nova linha de produtos

BI
Diamond V

Destaques de hoje

Granizo destrói pastagens, reduz produção de leite em 0,6 litro/vaca e eleva custos no RS
Giro de Notícias

Granizo destrói pastagens, reduz produção de leite em 0,6 litro/vaca e eleva custos no RS

Leucose bovina: o resultado positivo é apenas o começo do diagnóstico
Produção de leite

Leucose bovina: o resultado positivo é apenas o começo do diagnóstico

Do resíduo ao valor: como o upcycling pode transformar a indústria de sorvetes
Indústria de laticínios

Do resíduo ao valor: como o upcycling pode transformar a indústria de sorvetes

Maior oferta de leite do Sul pressiona spot, enquanto mercado internacional e grãos avançam
Panorama de Mercado

Maior oferta de leite do Sul pressiona spot, enquanto mercado internacional e grãos avançam

Alvoar Lácteos fortalece conexão com produtores de leite em Sergipe
Giro de Notícias

Alvoar Lácteos fortalece conexão com produtores de leite em Sergipe

Pudim de leite condensado em três etapas: Nestlé® Moça lança nova linha de produtos
Giro de Notícias

Pudim de leite condensado em três etapas: Nestlé® Moça lança nova linha de produtos

Assine nossa newsletter gratuitamente

E fique por dentro de todas as novidades do MilkPoint diretamente no seu e-mail.

Logo do site MilkPoint Logo do site MilkPoint Ventures

MilkPoint é um produto da rede MilkPoint Ventures

NOTÍCIAS & MERCADOGIRO DE NOTÍCIASPANORAMA DE MERCADOCONCEITOS DE MERCADOMILK EXPRESSPREÇOS & PRODUÇÃOCOLUNASMILKPLAYARTIGOSPRODUÇÃO DE LEITEINDÚSTRIA DE LATICÍNIOSESPAÇO ABERTOE-BOOKSCRUZADINHAEVENTOSMILK PRO SUMMITINTERLEITE BRASILDAIRY VISIONFÓRUM MILKPOINT MERCADOPRÓXIMOS EVENTOSTOP 100EMPRESASCEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMALDELAVAL - PRODUÇÃO DE LEITE EFICIENTEMSD SAÚDE ANIMAL - MAXI-LEITENOVIDADES DOS PARCEIROSMILKIACONTATONEWSLETTERANUNCIEENVIAR UM ARTIGOFALE CONOSCOTRABALHE CONOSCOQUEM SOMOS

POLÍTICA DE PRIVACIDADE

Copyright © 2026 MilkPoint - Todos os direitos reservados

MilkPoint Ventures Serviços de Inteligência de Mercado LTDA. - CNPJ 08.885.666/0001-86

Avenida Cezira Giovanoni Moretti, nº 905, sala 11A - Loteamento Santa Rosa, Inova Park - Torre A - Piracicaba/SP - CEP: 13.414-157

Usamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência em nossos serviços, personalizar anúncios e oferecer conteúdo relevante. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso dessas tecnologias. Confira nossa Política de Privacidade para mais detalhes sobre como protegemos seus dados.

Qual a sua dúvida hoje?