Criadores usam sorgo como alternativa ao milho caro
Os altos preços do milho e as previsões de que a escassez do grão deve continuar este ano estão impulsionando os criadores a utilizarem o sorgo na alimentação de seus animais, tanto a variedade granífera quanto a forrageira.
Publicado por: MilkPoint
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O sorgo granífero custa 80% do preço do milho (entre R$ 26,50 e R$ 27) e pode substituir até 30% do cereal nas rações, sem perda no valor nutritivo, segundo reportagem do Estado de São Paulo. Conforme a Embrapa, considerando aminoácidos, proteínas, vitaminas e outros elementos, o sorgo granífero tem valor biológico apenas 6% inferior ao do milho, o que torna ambos quase iguais em termos nutricionais.
Já o sorgo forrageiro, utilizado na produção de silagem, apresenta como vantagem em relação à silagem de milho a maior produtividade e o menor custo de produção. Além disso, o sorgo rebrota após o corte para silagem, permitindo corte subseqüente ou pastejo direto da rebrota.
O Brasil está entre os dez maiores produtores mundiais de sorgo, mas ainda utiliza pouco esse produto nas rações. De acordo com a Embrapa, enquanto no mundo o sorgo já substitui 10% do milho, no Brasil, seu uso no lugar do milho é de apenas 3%. Cerca de 38% do sorgo brasileiro vai para rações de aves, 37% para a de suínos e 20% para a de bovinos.
A cultura, que tolera bem climas quentes e não é tão sensível quanto o milho à seca, se expande 20% ao ano, sobretudo no Centro-Oeste. Este ano, em todo o País, plantaram-se 850 mil hectares e 1,7 milhão de toneladas foram colhidas.
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DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE
EM 09/01/2008
Gostaria, a princípio, de parabenizá-los pelos artigos publicados, pelo enfoque direcionado, enfim pela contribuição ao agronegócio.
Minha dúvida diz respeito à máxima quantidade de sorgo que poderia participar, em substituição ao milho, das rações para confinamento, sem que a mesma perca em qualidade e, principalmente, em palatabilidade.
Abraços a todos,
<b>Resposta:</b>
Prezado Fernando,
A substiuição do milho pelo sorgo é uma boa alternativa quando os preços do milho se elevam, como vivenciamos agora.
O ideal seria avaliar a substituição dentro do "todo", e de acordo com os demais ingredientes da dieta. Para isso devemos avaliar não só as quantidades de milho ou sorgo, mas sim as proporções de cada fração de carboidratos presentes na dieta total, com ênfase no amido, principal componente nesses grãos.
Bom, de maneira geral, podemos substituir até 70% do milho por sorgo, sem prejuízos à ingestão total de matéria seca, bem como ao desempenho. Gostaria de enfatizar novamente que essas proporções vão depender das proporções de carboidratos presentes.
Um forte abraço.
André Alves de Souza