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Dairy Vision: criadores da Eisenbahn apostam na harmonização de queijos e cervejas

Os empreendedores catarinenses Bruno e Juliano Mendes querem marcar o mercado nacional de queijos assim como marcaram o de cerveja. Eles fundaram a cervejaria Eisenbahn em Blumenau em 2002 e a venderam em 2008 ao grupo paulista Schin, hoje parte da holandesa Heineken. Em 2013, começaram uma nova empreitada, agora no universo dos queijos, com a Pomerode, fabricante que já tem 28 produtos no catálogo.

O interesse dos irmãos Mendes pelos queijos surgiu em 2006. Naquele ano, Bruno foi a um congresso de cervejarias artesanais nos Estados Unidos e assistiu a uma palestra sobre a harmonização de cervejas com queijos. “Naquela época éramos os únicos brasileiros em congressos internacionais de cervejas. Hoje somos os únicos nos congressos sobre queijos”, diz Bruno.

De lá para cá, os empreendedores passaram a estudar o assunto. As cervejas da Eisenbahn agora trazem no rótulo o tipo de queijo mais indicado para cada sabor da bebida. Depois de vender a cervejaria, os irmãos decidiram entrar mais fundo nesse universo. Como no caso da Eisenbahn, a proposta é provocar um choque de qualidade no setor. “Existe em parte do mercado a ideia de que o brasileiro não gosta de queijo forte. Era assim com a cerveja e nós mostramos que essa ideia estava errada. Vamos fazer o mesmo com o queijo”, afirma Juliano.

Juliano e Bruno serão palestrantes do Dairy Vision 2019, evento que ocorrerá em Campinas/SP nos dias 26 e 27 de novembro na Expo Dom Pedro. O tema da palestra será: "Da cerveja ao queijo: inspiração para adicionar valor". Saiba mais sobre o evento aqui. 

Fundada em 2002, a Pomerode Alimentos foi comprada pelos irmãos Mendes em 2013. Antes da transação, seu principal produto eram bisnagas de queijo fundido. Em 2017, os irmãos lançaram uma marca focada em queijos especiais, a Vermont, com queijos de mofo branco tipo brie, camembert, tomme vaudoise, todos de origem europeia. Também passaram a desenvolver sabores próprios, como o queijo Serra Azul, envolto em uma cinta de carvalho. Assim como com a cerveja, o objetivo era não cair nos vícios da indústria nacional. As bactérias, por exemplo, são importadas da França. Juliano e Bruno assumiram uma empresa bastante adormecida, em vias de encerrar as atividades. Para isso, remodelaram todas as embalagens e a identidade visual da empresa

Captação de queijos e leite

Para os produtos fundidos, a empresa compra queijos de parceiros e para a linha de mofo branco – que está apenas a um ano em operação – são processados aproximadamente 5 mil litros de leite por dia. Segundo os irmãos, em um mercado estimado de 200 toneladas por mês, a Pomerode já participa com 10 toneladas.

“Nosso leite de vaca vem majoritariamente de uma região que fica aproximadamente a 70 km de Pomerode. O leite de ovelha vem do sul do estado. Para o tipo de leite que precisamos na produção de queijos muito finos e especiais, precisamos de leite de alta qualidade. Temos parceria com uma cooperativa, que seleciona a melhor matéria-prima da linha deles para a nossa produção. A maior prova da qualidade do nosso leite está no sabor e textura dos nossos queijos”, comentaram.

Os produtos da Pomerode estão em 1.200 pontos de venda, e a companhia vai encerrar 2019 com receita de 10 milhões de reais, semelhante à da Eisenbahn quando foi vendida.

Esta matéria contou com informações do Portal Exame. 

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