Os custos com alimentação representam mais da metade do total dos custos de produção de leite. Além disso, a utilização de forragens de alta qualidade melhora a produtividade das vacas leiteiras. A melhor maneira para os produtores aumentarem a eficiência alimentar e reduzirem os custos é melhorar a qualidade da forragem. A qualidade da forragem é afetada pela colheita e armazenamento, maturidade e espécies de forragem escolhidas.
Colheita e armazenamento
As perdas na colheita e armazenamento podem ocorrer devido a técnicas inadequadas de colheita e processos de armazenamento deficientes, impactando significativamente a rentabilidade da fazenda. Armazenar a forragem com teor inadequado de umidade ou ensilá-la de forma incorreta reduz drasticamente sua qualidade. A perda econômica por tonelada de matéria seca utilizável pode variar entre US$9,30 e US$9,80 (aproximadamente R$53,50 a R$56,40) devido ao armazenamento inadequado.
Os teores de umidade recomendados para forragens ensiladas são de 40-60% para silagem de baixa umidade, 60-70% para silagem pré-secada e 70-85% para silagem de corte direto. Níveis de umidade que excedem as recomendações podem causar a formação de ácido butírico ou odor desagradável, reduzindo o consumo. Manuseio excessivo ou ajustes incorretos dos equipamentos podem causar quebra de folhas e perdas de matéria seca, levando a uma perda econômica entre US$1,90 e US$5,90 (aproximadamente R$10,90 e R$33,80) por tonelada de matéria seca utilizável.
Maturidade
A maturidade da forragem é um dos fatores mais importantes para determinar a qualidade da forragem. As plantas mudam continuamente em qualidade à medida que amadurecem. Quando a planta atinge a maturidade completa, os níveis de proteína bruta e digestibilidade diminuem, reduzindo a qualidade geral da forragem. Se as forragens alcançam a maturidade completa, o rendimento será maior, mas será necessário fornecer maiores quantidades para alcançar a mesma qualidade nutricional.
Saber o momento ideal para a colheita ajuda os produtores a melhorar a qualidade e digestibilidade da forragem, aumentando a rentabilidade. O estágio ideal para colheita é o final do estágio vegetativo para gramíneas e grãos pequenos, o final do botão floral para alfafa e o final do estágio vegetativo e massa mole para trigo.
Espécies
As espécies de forragem diferem em qualidade e têm um impacto significativo na produção. Leguminosas, como a alfafa, possuem maior teor de proteína e taxa de digestibilidade mais rápida do que as gramíneas. As gramíneas contêm fibras altamente digestíveis e menores níveis de carboidratos não fibrosos. Uma mistura de gramíneas e leguminosas demonstrou melhorar a produção e reduzir os custos.
A escolha das espécies corretas depende também da região. Fatores como fertilidade do solo, calor, resistência à seca e capacidade de drenagem devem ser considerados ao escolher uma espécie de forragem. A capacidade da forragem de prosperar em seu ambiente desempenha um papel fundamental na rentabilidade. As fazendas devem trabalhar em conjunto com seu nutricionista para determinar as espécies de forragem adequadas para a operação.
As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.