A Arla vai investir mais de US$ 60 milhões na ampliação de sua fábrica de laticínios em Bahrein, no Golfo Pérsico, elevando a capacidade de produção em 30% e reforçando sua estratégia de crescimento e exportação no Oriente Médio.
A expansão acrescentará 8 mil metros quadrados à unidade instalada no Bahrain International Investment Park, hoje o maior centro de produção da Arla fora da Europa. Com o aumento da capacidade, o grupo de origem dinamarquesa passa a figurar entre os maiores fabricantes de lácteos da região em volume.
O foco principal do investimento é ampliar a produção do queijo cremoso, um dos carros-chefe da empresa nos mercados do Golfo e em toda a região do Oriente Médio e Norte da África (MENA). A capacidade adicional também abre espaço para a entrada em novos mercados, além dos mais de 20 países já atendidos atualmente.
A Arla vem ampliando gradualmente sua presença industrial no Oriente Médio, acompanhando um crescimento da demanda por lácteos superior ao observado nos mercados europeus mais maduros. Esse movimento é impulsionado pelo avanço populacional, pela urbanização e pelo aumento do consumo de produtos lácteos de maior valor agregado.
Segundo Kim Villadsen, vice-presidente sênior da Arla Foods MENA, a ampliação da unidade no Bahrein fortalece a liderança regional da empresa, amplia a capacidade produtiva e sustenta uma trajetória de crescimento de longo prazo. Para o executivo, o país ocupa um papel estratégico dentro da operação regional da cooperativa.
Adquirida pela Arla em 2019, a fábrica do Bahrein desempenha um papel central no abastecimento dos países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), além de mercados da Ásia e da África. A localização estratégica do país e seus acordos comerciais vêm consolidando o Bahrein como uma base atrativa para fabricantes que buscam atender múltiplos mercados a partir de uma única planta.
Autoridades locais destacaram que a ampliação está alinhada à estratégia industrial do Bahrein, voltada à atração de investimentos de maior valor agregado e ao fortalecimento do país como polo regional de produção de alimentos. De acordo com o Ministério da Indústria e Comércio, o projeto incorporará automação e tecnologias de eficiência energética.
Atualmente, mais da metade dos colaboradores da unidade no Bahrein é formada por cidadãos do próprio país, segundo a Arla, refletindo os esforços de qualificação e nacionalização de funções à medida que a operação cresce.
O investimento ocorre após a Arla receber a “Golden License” do Bahrein, um programa que acelera processos e oferece incentivos a projetos industriais de grande porte com potencial de geração de empregos.
As informações são do FoodBev.com, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.