China reformula compras de produtos lácteos: menos leite em pó, mais derivados

Em 2025, a produção de leite bovino na China atingiu 40,9 milhões de toneladas, confirmando o fortalecimento estrutural do setor. A abundância de leite contribuiu para manter os preços internos sob pressão: em fevereiro de 2026, o leite cru foi cotado a 304 CNY, reduzindo a competitividade do leite importado.

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Em 2025, a produção de leite bovino na China chegou a 40,9 milhões de toneladas, com leve crescimento em relação ao ano anterior. Em 2026, o preço do leite cru foi de 304 CNY, impactando a competitividade do leite importado. As importações de leite em pó caíram, enquanto as de queijos e iogurte cresceram, refletindo uma maior autossuficiência. A Nova Zelândia enfrenta desafios devido à redução da demanda chinesa e tensões no Oriente Médio, exigindo adaptação dos exportadores.
Em 2025, a produção de leite bovino na China atingiu 40,9 milhões de toneladas (+0,28% em relação ao ano anterior), confirmando o fortalecimento estrutural do setor no país asiático. A abundância de leite contribuiu para manter os preços internos sob pressão: em fevereiro de 2026, o leite cru foi cotado a 304 CNY (cerca de 40,50 US$/100 kg), reduzindo a competitividade do leite importado.

Nos primeiros dois meses de 2026, o quadro do comércio revela dinâmicas opostas: caem as importações de leite em pó, enquanto crescem os produtos processados. As importações de leite em pó desnatado somaram 31.566 toneladas (-37,5% na comparação anual) e as de leite em pó integral 76.927 toneladas (-26%), também em função da redução das compras da Nova Zelândia. Por outro lado, houve forte crescimento nas importações de queijos (38.651 toneladas, +30,8%) e de iogurte (+17,7%), com aumento dos fluxos provenientes da União Europeia e da Oceania.

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A queda nas importações de leite em pó reflete o aumento estrutural da disponibilidade de leite cru para a produção doméstica: a China atingiu elevados níveis de autossuficiência (cerca de 85% em 2025), segundo o USDA, também graças às megafazendas, que representam mais de 68% da produção.

Nesse contexto, os fluxos da Nova Zelândia, principal fornecedora de leite em pó integral também estão mudando: além da desaceleração da demanda chinesa, as tensões no Oriente Médio estão tornando mais complexos e caros os fluxos comerciais para mercados-chave como os Emirados Árabes Unidos.

Surge, assim, um mercado em transformação: a China reduz sua dependência de commodities, enquanto os exportadores precisam se adaptar a uma demanda mais seletiva e a um cenário global mais incerto.

China reformula compras de produtos lácteos: menos leite em pó, mais derivados

GRÁFICO: Importação de Queijos frescos na China durante o ano em curso - Fonte: CLAL

As informações são do CLAL News, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

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