China amplia pressão sobre laticínios da União Europeia

Investigação anti-subsídios sobre laticínios da UE é prorrogada pela China, reforçando atritos comerciais entre Pequim e Bruxelas.

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A China prorrogou por seis meses a investigação anti-subsídios sobre importações de laticínios da União Europeia, agora até 21 de fevereiro de 2026, citando a complexidade do caso. Essa extensão ocorre em meio a tensões comerciais, após a UE investigar veículos elétricos chineses. Além disso, a China já havia prorrogado uma investigação antidumping sobre carne suína e imposto tarifas sobre conhaque da UE. Produtores europeus temem que tarifas afetem as exportações de laticínios para a China.

A China estendeu nesta segunda-feira, por um período de seis meses, a investigação anti-subsídios sobre importações de laticínios da União Europeia (UE), em mais um episódio das tensões comerciais entre Pequim e Bruxelas, desencadeada em 2023 após uma investigação anti-subsídios da UE sobre veículos elétricos de origem chinesa.

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No caso dos laticínios, o Ministério do Comércio da China afirmou que prorrogou o período da investigação anti-subsídios até 21 de fevereiro de 2026, citando a complexidade do caso, que envolve alguns queijos, leite e produtos à base de creme da UE.

Em junho, Pequim já havia prorrogado uma investigação antidumping sobre carne suína europeia – da qual também é um grande importador – e, em julho, anunciou tarifas sobre produtores de conhaque da UE, embora grandes fabricantes de conhaque tenham sido poupados, desde que vendam por um preço mínimo estipulado.

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A extensão da investigação sobre laticínios, que já tem um ano, era esperada, uma vez que novas visitas técnicas de autoridades chinesas estão agendadas para o início de setembro, disse Alexander Anton, secretário-geral da Associação Europeia de Laticínios.

Segundo Anton, o setor de laticínios da UE não espera um acordo semelhante ao alcançado com o conhaque, já que este último tem uma estrutura diferente, sendo liderado por um pequeno número de grandes empresas.

Na França, produtores esperam uma solução política para a questão dos veículos elétricos, a fim de evitar tarifas que possam afetar as exportações francesas de laticínios para a China, que somam cerca de 650 milhões de euros por ano, afirmou François-Xavier Huard, CEO da associação do setor FNIL.

Em abril, um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que a UE e a China concordaram em analisar a possibilidade de estabelecer preços mínimos para os veículos elétricos chineses, em vez das tarifas impostas pela UE em 2024. No entanto, as duas partes ainda não chegaram a um acordo.

As informações são do Valor Econômico.

 

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