A França está enfrentando um rápido avanço da doença da pele nodular entre bovinos, com 51 surtos confirmados e cerca de 1.000 vacas abatidas desde a detecção do primeiro caso, no fim de junho, segundo o Ministério da Agricultura. A doença viral, transmitida por picadas de insetos, causa lesões na pele, queda na produção de leite e prejuízos econômicos, embora não represente risco à saúde humana.
Uma campanha emergencial de vacinação bovina iniciada em 19 de julho já imunizou cerca de 100 mil animais em quatro departamentos dos Alpes, incluindo Savoie e Haute-Savoie, principais focos do surto. Essas regiões são conhecidas pela produção de queijos tradicionais como Reblochon, Beaufort e Tomme de Savoie, cuja cadeia produtiva está ameaçada.
A gravidade do cenário já teve reflexo na Volta da França, que precisou encurtar uma etapa devido ao surgimento de focos da doença na rota planejada. O rebanho bovino francês, o maior da União Europeia com 17 milhões de cabeças, está sob alerta.
Com a progressão dos casos, Reino Unido e outros países impuseram restrições à importação de queijos de leite cru da França, gerando preocupações sobre os impactos comerciais da epidemia. A doença, comum no norte da África, também foi identificada recentemente na Itália, ampliando o sinal de alerta para o continente europeu.
Segundo o Ministério da Agricultura francês, o país vive “uma fase de crescimento da doença”, o que exige vigilância constante, medidas sanitárias rigorosas e aceleração da cobertura vacinal para conter a propagação.
As informações são da Forbes.