China aumenta importações de queijos em 17% e de leite em pó integral em 6% em 2026

Apesar do recuo de 1% no valor total, volume de queijos, manteiga e leite em pó integral registra alta no mercado chinês, segundo dados do INALE.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 4 minutos de leitura

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As importações chinesas de produtos lácteos somaram US$ 8,35 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, uma queda de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do recuo no valor total das compras, algumas categorias registraram crescimento no volume importado, especialmente queijos, manteiga e leite em pó integral. Os dados fazem parte de um relatório divulgado pelo Instituto Nacional do Leite (INALE), do Uruguai, elaborado com base nas estatísticas da alfândega chinesa.

Entre os principais produtos importados, os queijos apresentaram o maior crescimento, com alta de 17% em volume. Na sequência aparecem manteiga e gordura anidra de leite, com aumento de 12%, e leite em pó integral, com avanço de 6%. Por outro lado, as compras de fórmulas infantis, leite e creme de leite e soro de leite registraram retração no período.

Importações de queijos alcançam 152 mil toneladas

Os queijos foram a categoria de maior crescimento entre os principais produtos lácteos importados pela China. Entre janeiro e agosto de 2026, o país importou 152.104 toneladas de queijos, ante 130.515 toneladas no mesmo período de 2025, um aumento de aproximadamente 17%.

A Nova Zelândia foi a principal fornecedora, responsável por 63% do volume importado, seguida pela Austrália, com 16%, e pela Itália, com 4%. Em termos de valor, os queijos representaram 10% das importações chinesas de produtos lácteos nos oito primeiros meses de 2026.

China aumenta importações de queijos em 17% e de leite em pó integral em 6% em 2026

Leite em pó integral cresce 6%, com domínio da Nova Zelândia

As importações chinesas de leite em pó integral também registraram crescimento no acumulado do ano. O volume adquirido passou de 301.040 toneladas entre janeiro e agosto de 2025 para 318.926 toneladas no mesmo período de 2026, aumento de aproximadamente 6%.

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A Nova Zelândia manteve ampla liderança nesse mercado, respondendo por 94% das importações chinesas de leite em pó integral. Austrália e Países Baixos apareceram na sequência, com participações de 4% e 2%, respectivamente. O leite em pó integral representou 16% do valor total das importações chinesas de lácteos, sendo a segunda categoria mais importante, atrás apenas das fórmulas infantis.

Compras de manteiga aumentam 12%

Outro segmento que apresentou crescimento foi o de manteiga e gordura anidra de leite. As compras chinesas alcançaram 114.892 toneladas entre janeiro e agosto de 2026, ante 102.303 toneladas no mesmo período do ano anterior, crescimento de 12%.

A Nova Zelândia também liderou esse mercado, concentrando 85% das importações chinesas. França e Países Baixos apareceram entre os principais fornecedores, com participações de 5% e 3%, respectivamente. A categoria respondeu por 10% do valor total importado em produtos lácteos pela China.

China aumenta importações de queijos em 17% e de leite em pó integral em 6% em 2026

Fórmulas infantis continuam liderando as importações em valor

Apesar da queda nas compras, as fórmulas infantis permaneceram como a principal categoria importada pela China em termos de valor. Esses produtos representaram 36% dos gastos totais chineses com importações de lácteos entre janeiro e agosto de 2026.

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Em volume, as compras recuaram aproximadamente 4%, passando de 147.594 toneladas em 2025 para 141.803 toneladas em 2026, considerando os mesmos oito meses. Os Países Baixos foram os principais fornecedores, com participação de 41%, seguidos pela Nova Zelândia, com 29%, e pela França, com 11%.

Leite, creme de leite e soro registram queda

Enquanto queijos, manteiga e leite em pó integral avançaram, outras categorias apresentaram retração nas compras chinesas. As importações de leite e creme de leite totalizaram 404.060 toneladas entre janeiro e agosto de 2026, contra 406.748 toneladas no mesmo período de 2025. O relatório do INALE informa uma queda de 9% para a categoria, embora os volumes apresentados no gráfico indiquem uma redução inferior a 1%.

A Nova Zelândia permaneceu como principal fornecedora, com 48% de participação, seguida pela Alemanha, com 25%, e pela Austrália, com 8%. No caso do soro de leite, as importações atingiram 417.635 toneladas nos primeiros oito meses de 2026, abaixo das 450.627 toneladas registradas em igual período de 2025. Os Estados Unidos lideraram o fornecimento, com 48% de participação, seguidos pela Bielorrússia, com 11%, e pela Polônia, com 6%. O INALE apresenta uma retração de 5% para o soro de leite, embora a comparação dos volumes divulgados indique uma queda de aproximadamente 7,3%.

Nova Zelândia lidera o fornecimento de produtos lácteos à China

Os dados do INALE mostram que a Nova Zelândia ocupa a primeira posição entre os fornecedores de diversas categorias de produtos lácteos importados pela China. O país concentra 94% das importações chinesas de leite em pó integral, 85% das compras de manteiga e gordura anidra de leite e 63% das importações de queijos. Também responde por 48% das compras de leite e creme de leite e 29% das importações de fórmulas infantis. Já os Estados Unidos se destacam no fornecimento de soro de leite, com participação de 48%.

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o mercado chinês apresentou, portanto, comportamentos distintos entre as principais categorias de lácteos: crescimento nas compras de queijos, manteiga e leite em pó integral, acompanhado de retração em fórmulas infantis, leite e creme de leite e soro.

As informações são do Instituto Nacional do Leite do Uruguai (INALE).

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