Furche disse que este crescimento se deve à diversificação e abertura de novos mercados que tem impulsionado o setor público e privado. Os principais produtos lácteos exportados pelo Chile foram leite condensado, leite integral, iogurte e queijos. Os principais países de destino das exportações lácteas chilenas foram:

Para Cuba, o Chile vendeu principalmente queijos e leite em pó; para o Brasil, leite em pó e para Costa Rica, leite fluido do tipo UHT.
Fedeleche
Apesar do gerente da Federação Nacional dos Produtores de Leite (Fedeleche) do Chile, Carlos Arancibia, considerar que não está claro se este aumento nas exportações está relacionado ao aumento do volume exportado - baseado nos dados divulgados pela Odepa -, ele diz que "de qualquer forma, fica claro que a indústria está exportando a um preço maior do que no ano passado. Isto nos dá mais uma justificativa para dizer que o preço que as indústrias estão pagando pela matéria-prima não tem nada a ver com o que os mercados internacionais estão indicando".
"Não resta nenhuma dúvida de que, caso se mantenham as condições que imperam hoje, é absolutamente factível que a recepção de leite nas plantas em 2003 caia, em um número que poderá chegar a 3%". O gerente da Fedeleche disse que várias propriedades leiteiras da zona central do país estão vendendo seus rebanhos, bem como algumas da região sul.
Arancibia disse que atualmente os produtores argentinos estão recebendo 15,4 centavos de dólar por litro, enquanto que os chilenos recebem 14,7 centavos de dólar por litro.
"Todo mundo está reagindo de acordo com os sinais dos mercados internacionais. Os preços de exportação de leite em pó desnatado da Nova Zelândia estão em cerca de US$ 1730 por tonelada e estão se mantendo nestes níveis. Quer dizer, todos os sinais que as indústrias sempre disseram que usavam para fixar preços, estão mostrando que o que os produtores estão recebendo está muito abaixo do que deveria", completa.
Fonte: Lechería Latina e El Diario Austral, adaptado por Equipe MilkPoint
