A Central Leite Nilza, cooperativa com duas unidades fabris no Estado de São Paulo e uma em Minas Gerais, abriu parte de seu capital acionário para a incorporação de novas associadas. A Coasa - Cooperativa de Sacramento é a sua primeira associada dentro do sistema de planejamento estratégico de 2003. Hoje, a Central trabalha com uma captação total de 750 mil litros diários. Dessa captação, por contrato, 330 mil litros são de cooperativas associadas e o restante é adquirido no mercado "spot". A partir de agora, a Cooperativa de Sacramento captará 35 mil litros por dia.
Segundo informações publicadas no jornal Valor Econômico, a Coasa adquiriu 6% do capital da Leite Nilza, por R$ 2,4 milhões.
Segundo Paulo Elias, superintendente da Central Leite Nilza, a Cooperativa de Sacramento é nova se comparada a outras que já estão no mercado há mais de 50 anos, mas não perde em qualidade e modelo de administração. "A Coasa não tem 10 anos de existência, é pequena, mas é estruturada e muito sólida. É uma cooperativa bem administrada, com um endividamento praticamente zero e tem um excelente conceito de qualidade, além de um planejamento estruturado de ampliação", declara Paulo Elias.
A Leite Nilza também convidou algumas cooperativas dos Estados de Minas Gerais e São Paulo para participar da seleção e neste momento está avaliando a entrada de novas associadas. A próxima associadas provavelmente será a Cooperativa de Prudente, com quem cujo contrato está em fase de consolidação. O capital aberto ficou definido pelo Conselho de Administração da Central Leite Nilza com uma cota de 170 mil litros de leite. "Estamos atrás de cooperativas associadas que terão o papel fundamental de fornecer a matéria prima básica para a nossa produção", explica o superintendente.
Já para o presidente da Coasa, Celso do Santos, estar se associando a Leite Nilza, significa dar um passo muito importante para a emancipação no segmento de lácteos, favorecendo e fortalecendo a organização das cooperativas."Nossa participação junto à Central Leite Nilza irá agregar valor ao nosso leite. É a oportunidade de resgatar o pequeno produtor, proporcionando uma oportunidade em participar nas decisões referentes à sua atividade", declara Celso.
"Temos a convicção de que a Central ao longo destes próximos anos terá que aumentar muito seu volume de captação diária em função das próprias concorrentes. São grandes empresas multinacionais que têm uma escala elevada em termos de produção", compara o vice-presidente da Central, Daniel de Figueiredo Felippe; Ele explica que para o sistema cooperativado ser extremamente eficaz, eficiente e conseguir competir neste mercado com condições igualitárias terá que aumentar as bases de captação.
Para o presidente da Central, Alexandre Maia Lemos a grande vantagem de ter a captação cooperativada é que o planejamento lida com uma produção mais homogênea. Não ocorre aí a preocupação em captar, pois uma das fundamentações básicas estabelecidas na criação da Central Leite Nilza é que a captação de leite ficaria a cargo das cooperativas associadas, pois a Central seria encarregada da industrialização, comercialização e distribuição dos produtos e as cooperativas associadas com a parte da captação. "Só que nós crescemos muito, mais do que a nossa capacidade de captação enquanto cooperativa associada, por isso foi necessário abrir uma área de captação externa. Queremos voltar gradativamente à concepção inicial de que a atribuição de captação de cooperativa seja das cooperativas associadas. Isso dá foco no trabalho e cada uma faz bem feito a parte que lhe compete", completa Maia.
Histórico
A Cooperativa Central Leite Nilza foi formada em agosto de 2001 como uma joint venture das cooperativas Coonai (Ribeirão Preto-SP), Casmil (Passos-MG) e Coopercarmo (Carmo do Rio Claro-MG). A joint venture impulsionou o crescimento acelerado da Central, que em pouco mais de um ano passou a produzir 750 mil litros de leite por dia e despontou na liderança com 21% no mercado de longa vida no interior de São Paulo, além de uma grande participação no mercado de leite pasteurizado, segundo dados do IBOPE. A unidade de Ribeirão Preto produz 18 milhões de leite/mês. A Central também conta com uma unidade em Brodósqui e outra em Capetinga, Minas Gerais. O objetivo da Central é chegar ao final do ano com 80% desse leite oriundo de cooperativas associadas.
A abertura do capital acionário da Central para novas cooperativas vem ao encontro das expectativas do Governo Federal. Segundo o ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, uma das principais metas do Governo Lula é transformar o Brasil na maior cooperativa do Planeta. "O cooperativismo é um braço econômico que exige organização. A primeira coisa que será feita nesse sentido será a legislação que é obsoleta. A nossa lei é de 71. A Constituição brasileira já impôs regras de legislação cooperativista, que pode mudar as relações do trabalho", explica.
Fonte: Verbo Comunicação Empresarial (por Valter Jossi Wagner), adaptado por Equipe MilkPoint
Central Leite Nilza abre capital para novas associadas
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 4 minutos de leitura
QUER ACESSAR O CONTEÚDO?
É GRATUITO!
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.