Cadeia do leite volta ao Jornal Nacional

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Na segunda-feira passada (19/05), a cadeia do leite voltou ao horário nobre da TV brasileira, em uma gravação feita para o Jornal Nacional. No programa, foi filmada uma grande propriedade leiteira da região de São Carlos (SP), com entrevistas do presidente e vice-presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez e Roberto Jank Jr., respectivamente. Na entrevista, eles mencionaram a competitividade da produção de leite do Brasil, que tem um dos mais baixos custos do mundo e só não tem maior participação no mercado externo em função das barreiras protecionistas e dos subsídios utilizados, visto que possui condições para expandir a produção, com qualidade.

O espaço foi obtido após envio de carta, pela Leite Brasil, à redação do Jornal Nacional, criticando a abordagem feita com o leite na série Brasil Rural, que retratou a pujança de diversas cadeias do agronegócio nacional (clique aqui e leia a carta).

Fonte: MilkPoint
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Paulo Mauricio B. Basto da Silva
PAULO MAURICIO B. BASTO DA SILVA

JARAGUÁ DO SUL - SANTA CATARINA - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 25/05/2003

Assisti à reportagem veiculada no Jornal Nacional, tenho os seguintes comentários:

a) a propriedade mostrada na reportagem, onde tudo é mecanizado, com alta controle e grande eficiência, infelizmente não traduz a realidade média brasileira, apesar da pecuária leiteira ter evoluído em muito na última década;

b) temos o leite mais barato do mundo, não somente ao produtor, mas também, provavelmente ao consumidor. Se por um lado, temos competitividade, por outro a pressão realizada no preço do produto final sobre as indústrias, "achata" suas margens e consequentemente a dos produtores; o leit ainda é um produto político e de pouco valor para o consumidor (valor econômico x valor nutricional);

c) a eficiência de gestão tanto nas indústrias, como nas propriedades, em geral é baixa, o que agrava o problema citado anteriormente;

d) a ação do Ministério da Agricultura é fraca com relação as empresas clandestinas, que continuam a prostituir o mercado, de forma livre, levando a concorrência predatória a aquelas empresas que tentam manter seus compromissos em dia; além disso, o quadro funcional do Ministério está mais preocupado em "vigiar" as indústrias, do que acompanhar a qualidade dos produtos, inclusive no comércio, e agir de forma pró-ativa junto as empresas e produtores, gerando em alguns casos, acomodação por parte de seus profissionais;

Isso tudo precisa ser mais bem discutido por toda cadeia produtiva. A carta do sr. Jorge Rubez e a reportagem do Jornal Nacional, somente comentam uma parte do agronegócio chamando leite, que tem grande futuro para o País, não tenho dúvidas.
Richard James Walter Robertson
RICHARD JAMES WALTER ROBERTSON

RIO VERDE DE MATO GROSSO - MATO GROSSO DO SUL

EM 24/05/2003

Gostei muito da repercussão da matéria no Jornal Nacional.

Apesar disso, ainda sou da opinião que ainda está faltando muito marketing para o leite.

Vejo muito marketing de LÍDERES mas da cadeia que é bom, nada.

Hoje mesmo, em um só intervalo do JN da Rede Globo, presenciei uma propaganda de cerveja e uma de refrigerante.

O que é que está faltando para o nosso leite "DESCER REDONDO" para o consumidor ???

EQUIPE, BROTHER. EQUIPE !!!

Temos várias entidades defensoras da CADEIA do leite e elas têm cumprindo fielmente seu papel.

O que ainda nos falta é um maior empenho no marketing para o PRODUTO leite.

Todos nós, profissionais da cadeia, temos que nos unir em um programa muito amplo de divulgação de nosso produto, já que ele é, basicamente, extraído A PASTO (Palavra de ouro para os consumidores europeus).

O momento no Brasil não poderia ser mais propício. O governo dá prioridade ao Fome Zero, a agricultura e pecuária já são destaque até na Globo. O que é que está faltando ?

AÇÃO !

Precisamos mostrar o quanto nosso leite é bom. De ruim já bastaram algumas ridículas inserções na mídia e novelas, mostrando produtos obtidos sem higiene, valorizando-se mais o "artesanal" (entenda-se sem inspeção) que o industrial (inspecionado).

Além da defesa contra o protecionismo internacional, que está sendo feita com muita eficiência, precisamos de uma divulgação mais ostensiva de nossos produtos.

O consumidor precisa saber que LEITE É - DEFINITIVAMENTE - MELHOR DO QUE COCA COLA ou CERVEJA.

Com uma campanha como esta, o produtor irresponsável, por sua vez, vai perceber que não é "garimpeiro de vaca", mas produtor de alimentos.

Com certeza uma grande campanha promovendo o produto "LEITE BRASIL", "LEITE TROPICAL", "LEITE VERDE" ou qualquer nome que se queira dar, proporcionará um novo fôlego a todos nós.

Lembrando uma típica expressão rural: "Cavalo encilhado não passa trotando duas vezes" . . .

O momento é agora !

Richard J.W. Robertson
Méd.Veterinário e Produtor Rural
Sindicato Rural de Rio Verde - MS
Heitor Gomes
HEITOR GOMES

NITERÓI - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/05/2003

Vocês do MILKPOINT, estão de parabéns. Estão sempre na vanguarda das noticias, além de prestarem um grande serviço ao meio leiteiro do Brasil, com informacões sobre todos assuntos relativos a esta atividade de produção. Heitor
Antonio Vilela Candal
ANTONIO VILELA CANDAL

JACAREÍ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/05/2003

Absurdo !

Nunca vi tanta mentira como neste programa do Jornal Nacional.

Deviam falar do leite clandestino, da mistura de Soro no leite, do leite em pó importado que revertem para o mercado e de outras atrocidades do mercado, etc.

Parace o caso daquela pessoa, dita liderança do setor, que foi falar com o Governador de SP, o qual estava preocupado com o desempenho do setor, e disse que estava tudo sob controle e era tudo natural.

Com essas lideranças, vamos para o fundo do poço no leite.
Qual a sua dúvida hoje?