Criado pela AlmapBBDO, o filme pega uma das combinações mais elementares do hambúrguer com salada e tenta dar a ela tratamento de alta gastronomia. Até a mordida final vira motivo para aplausos. O filme é produzido pela Balma Films, com produção musical da Jamute.
Um clássico para vender outro clássico
A escolha da música é especialmente conveniente. O “Dueto das Flores” faz parte da ópera Lakmé, de 1883, e se tornou uma das peças clássicas mais reconhecíveis mesmo por quem nunca chegou perto de uma casa de ópera. A publicidade ajudou bastante nisso.
A música ficou particularmente associada durante anos à British Airways, que a transformou em código sonoro de elegância, viagem e serviço premium. Também já apareceu em campanhas de marcas de comida interessadas em fazer o produto parecer um pouco mais transcendental do que o jantar de terça-feira. O Burger King usa exatamente essa bagagem. Só que, em vez de uma viagem internacional ou massa italiana, o objeto da contemplação é um hambúrguer. O contraste faz a piada.
Premium, mas sem inventar a roda
O King Clássico também representa uma mudança interessante dentro da própria linha The Kings. A plataforma premium estreou no Brasil em 2024 com receitas mais elaboradas e, neste ano, ganhou versões carregadas de bacon, fraldinha desfiada e até queijo empanado.
Agora o Burger King faz o caminho inverso. O novo produto é deliberadamente familiar. A proposta premium, portanto, não está em descobrir um ingrediente exótico. Está em pegar a velha fórmula do cheeseburger com salada e aumentar volume, queijo, pão e apresentação. “Pegamos um clássico conhecido por todo mundo e demos a ele a nossa assinatura”, resume Pedro Barbosa, CMO do Burger King no Brasil.
As informações são do B9, adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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