Brasil restringe vendas à Argentina em mais 4 setores

A última rodada de negociações entre empresários de Brasil e Argentina, que procuram amenizar a queda de 36% no comércio bilateral neste ano, terminou na última sexta-feira (05) em Buenos Aires com concessões brasileiras em quatro setores: freios, embreagens, calçados e móveis. Leite em pó é o único item com concessão argentina.

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A última rodada de negociações entre empresários de Brasil e Argentina, que procuram amenizar a queda de 36% no comércio bilateral neste ano, terminou na última sexta-feira (05) em Buenos Aires com concessões brasileiras em quatro setores: freios, embreagens, calçados e móveis.

Empresários brasileiros aceitaram reduzir exportações à Argentina desses itens. Os cortes vão de 19% (calçados) a 40% (embreagens) em relação aos embarques de 2008. As conversas, iniciadas em março, são promovidas pelos governos como forma de enfrentar o mau momento da relação comercial, com acusações mútuas de protecionismo. Até agora predominam as autorrestrições brasileiras, em meio a um momento adverso para o Brasil no comércio exterior, com exportações em queda (-22% no ano) e real em alta. Dos 12 setores em negociação, há concessões do Brasil em 6 - além dos acordos fechados na sexta-feira, já houve restrições em papel e baterias.

Leite em pó é o único item com concessão argentina. As importações de leite em pó argentino subiram 285% no primeiro trimestre do ano, o que fez a indústria brasileira de laticínios denunciar o país por dumping (venda a preços inferiores ao custo).

Há também cinco setores que ainda não chegaram a acordo. Os brasileiros querem limitar as vendas argentinas de vinhos e farinha de trigo, enquanto os vizinhos procuram restringir as exportações brasileiras de têxteis, tornos mecânicos e linha branca (geladeiras, TVs, entre outros).

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, negou que a as negociações entre empresários sejam uma forma de os governos transferirem o protecionismo ao setor privado. "É uma situação de excepcionalidade causada pela crise." Ainda na sexta-feira, a Argentina confirmou que não exportará trigo ao Brasil neste ano.

A matéria é de Thiago Guimarães para a Folha Online, adaptada e resumida pela Equipe MilkPoint.
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