Representantes do setor agropecuário da Nova Zelândia estiveram no Brasil neste mês com o objetivo de ampliar parcerias comerciais e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade no campo. A missão empresarial reuniu cerca de 20 empresas do país oceânico e incluiu encontros com representantes do agronegócio brasileiro em Brasília.
A iniciativa busca fortalecer as relações entre os dois países, que apesar da distância geográfica de aproximadamente 12 mil quilômetros, possuem desafios e oportunidades semelhantes na produção agropecuária. O evento contou com a presença de empresários, negociadores e representantes diplomáticos da Nova Zelândia.
Segundo representantes da delegação, o Brasil é visto como um mercado estratégico para a adoção de tecnologias voltadas à eficiência produtiva, especialmente em áreas como pecuária, gestão rural e melhoramento genético.
Entre as soluções apresentadas estão sistemas de gestão integrada voltados à administração de propriedades rurais. As ferramentas permitem monitorar indicadores da produção, incluindo peso do rebanho, manejo de pastagens, controle de água e consumo de combustível, facilitando a tomada de decisões nas fazendas.
Outro destaque da missão foi o foco em melhoramento genético voltado à produção leiteira. A Nova Zelândia possui uma longa tradição nesse campo, com programas de seleção genética desenvolvidos ao longo de mais de um século, priorizando animais adaptados à alimentação baseada em pastagens.
De acordo com representantes da comitiva, essas tecnologias podem ser aplicadas em propriedades de diferentes portes, atendendo desde pequenos produtores até grandes operações agropecuárias.
A tradição de inovação no país oceânico remonta a importantes avanços tecnológicos no setor rural. Um exemplo citado durante o evento foi a invenção da cerca elétrica, em 1936, ferramenta que se tornou amplamente utilizada no manejo de rebanhos em diversas regiões do mundo.
No campo comercial, a relação entre Brasil e Nova Zelândia tem apresentado saldo favorável ao lado brasileiro. Atualmente, o superávit ultrapassa 62 milhões de dólares. Entre os produtos exportados pelo Brasil estão café, celulose e sucos, enquanto a Nova Zelândia fornece ao mercado brasileiro itens como medicamentos e derivados lácteos.
Exemplos de cooperação já existentes reforçam o potencial dessa parceria. Um caso citado durante a missão é o de um produtor neozelandês que atua na pecuária leiteira no estado da Bahia, administrando uma fazenda com cerca de 10 mil animais e produção diária aproximada de 70 mil litros de leite.
Para representantes dos dois países, o fortalecimento das relações comerciais e tecnológicas no agronegócio pode ampliar oportunidades de negócios, promover inovação no campo e impulsionar o desenvolvimento das cadeias produtivas.
As informações são do Feed&Food, adaptadas pela equipe MilkPoint.