RS: produtividade e qualidade impulsionam bovinocultura de leite

A cadeia do leite gaúcha passa por transformação: menos produtores, mais tecnologia e foco na qualidade. Veja os números e estratégias em andamento.

Publicado por: MilkPoint

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O Rio Grande do Sul é o terceiro maior produtor de leite do Brasil, com cerca de 4 bilhões de litros anuais, representando 11,6% da produção nacional. O rebanho é formado por 944,2 mil vacas, principalmente das raças Holandesa e Jersey. A atividade é crucial para a economia local, gerando cerca de R$ 11 bilhões anuais e sustentando mais de 30 mil famílias. Apesar da redução no número de produtores, investimentos em tecnologia têm aumentado.

O Rio Grande do Sul produz cerca de 4 bilhões de litros de leite ao ano, o que confere ao Estado a terceira posição no ranking de produtores no Brasil. Participa com cerca de 11,6 % da produção nacional, referentes aos estabelecimentos produtores que comercializam leite para indústrias, cooperativas ou queijarias e aos que processam a produção em agroindústria própria legalizada.

Conforme o Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no RS, elaborado pela Emater/RS-Ascar, que representa um panorama da atividade leiteira gaúcha, o rebanho é composto por 944,2 mil de vacas, formado, predominantemente, pelas raças Holandesa e Jersey, raças europeias que representam 96,3% do material genético utilizado nas propriedades.

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A publicação de 2023 é a quinta edição de uma série iniciada há uma década e reeditada a cada dois anos, com o objetivo de disponibilizar informações organizadas e acessíveis para produtores de leite, indústrias de laticínios, entidades representativas do setor, instituições de ensino, pesquisa e assistência técnica, além dos poderes executivo e legislativo municipais e estaduais. O novo Relatório está em fase final e vai trazer o desempenho do setor nos últimos dois anos.

 

Atividade leiteira e a economia gaúcha

A bovinocultura de leite é uma atividade econômica importante para a agricultura familiar do Estado, estando presente em quase a sua totalidade (453 municípios), com destaque para a Região Noroeste. Conforme o Relatório, estima-se que a produção de leite do Rio Grande do Sul equivale a aproximadamente R$ 11 bilhões por ano. A cada ano a atividade leiteira contribui com R$ 22 milhões por município onde há algum tipo de produção leiteira, o que equivale a R$ 1,84 milhões para cada um, a cada mês. Esse valor é relevante para a economia de uma parcela significativa dos municípios gaúchos.

 

Foco no fortalecimento da cadeia produtiva

Conforme os dados publicados no documento "Radiografia da Agropecuária Gaúcha", elaborado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a produção de leite continua revestida de enorme importância socioeconômica para o Estado (8% do Valor Bruto da Produção) atrás da soja, arroz e frango. A renda do setor é responsável pela manutenção de mais de 30 mil famílias no campo, dinamizando a economia gaúcha. "Apesar de estudos da Emater apontarem uma redução de cerca de 60% no número de produtores de leite entre os anos de 2015 a 2023, observa-se um aumento nos seus investimentos, ampliando plantéis, qualificando sua estrutura de produção e investindo mais em tecnologias que possibilitam aumentos de produção e de produtividade", destaca o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Jaime Ries.

 

Saúde do rebanho e a importância do planejamento da pastagem

O planejamento forrageiro dos pastos, como o cultivo antecipado de pastagens de inverno é um item fundamental para o bom desempenho da produção de leite gaúcha. Os rebanhos precisam estar bem alimentados para produzirem leite de boa qualidade e a suplementação alimentar é de grande importância, principalmente durante as estações com temperaturas mais frias, agregando energia e nutrientes necessários à saúde dos animais. Do contrário, pode ocorrer perda de peso, doenças e, consequentemente, a redução da produtividade do rebando. As principais espécies incluem aveia e azevém no inverno, e milheto ou capim-sudão no verão.

No Rio Grande do Sul, o sistema "a pasto com suplementação", no qual os animais permanecem livres com acesso à pastagem na maior parte do dia, é utilizado por 84% dos estabelecimentos produtores, principalmente em função da disponibilidade de pastagens anuais de inverno.

 

Selo Sabor Gaúcho: tecnologia e agroindústria familiar na mesa do consumidor

Apesar da redução no número de produtores, especialmente aqueles de menor escala de produção, os que permanecem na atividade estão se especializando cada vez mais, através de maiores investimentos em tecnologias, instalações e equipamentos para aumentar a produção e garantir a qualidade do produto.

Grande parte destes produtos da cadeia leiteira ostenta o selo Sabor Gaúcho, uma certificação desenvolvida pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). Ele garante a origem da produção agroindustrial familiar, incluindo a produção leiteira, e atesta que os produtos são provenientes de estabelecimentos regularizados nos aspectos ambiental, sanitário e tributário, conforme o Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf).

As informações são da Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar.

 

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