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Ano de 2024 pode bater recorde e ser o mais quente da história, alertam cientistas

A influência do fenômeno climático El Niño, que deve se manter ativo por mais seis meses, poderá fazer com que 2024 seja ainda mais quente do que 2023. Confira!

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: 18/12/2023 - 1 minuto de leitura

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A influência das emissões de gases poluentes e do fenômeno climático El Niño, que deve se manter ativo por mais seis meses, poderá fazer com que 2024 seja ainda mais quente do que 2023, ano que bateu recordes históricos de temperatura.

Em entrevista à agência turca Anadolu, Sarah Kapnick, cientista-chefe da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), explica que, desde outubro, 50% do oceano está vivendo em uma onda de calor marinha e, por consequência, os termômetros da terra também atingem seus picos.

A NOAA prevê que o pico do El Niño aconteça até o primeiro mês de 2024, aumentando as chances de ocorrerem novas ondas de calor e eventos climáticos extremos neste período, uma vez que a temperatura média global costuma seguir o fenômeno.

“2023 está a caminho de ser o ano mais quente já registrado, e a expectativa é que o próximo ano seja ainda mais quente”, alerta a Kapnick. A especialista também cita a emissão de gases poluentes na atmosfera como um dos principais responsáveis pelo cenário climático.

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Para ela, as temperaturas globais devem continuar a subir à medida que o El Niño atinge o pico, colocando o mundo numa posição delicada durante o verão no hemisfério-norte, com temperaturas globais elevadas, maior probabilidade de ondas de calor e outros eventos climáticos extremos.

À agência, Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas da União Europeia (Copernicus), diz que concorda com a previsão.

“2024 está caminhando para ser outro ano recorde. Portanto, é bem possível que vejamos mais um aquecimento significativo."

Para ele, a instabilidade climática faz com que a humanidade percorra um território desconhecido, com ainda mais riscos de períodos de secas ainda mais intensas e prolongadas.

“Desde julho, todos os meses temos recordes. Isto é simplesmente sem precedentes […] As águas dos oceanos atingiram temperaturas nunca registradas. Este é um mundo novo em que podemos esperar coisas diferentes do que vimos antes”, afirma.

Durante a COP 28, que terminou esta semana em Dubai, nos Emirados Árabes, líderes mundiais buscaram alternativas para os efeitos do aquecimento global. Um dos acordos é tentar diminuir significativamente a produção de combustíveis fósseis.

De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), as emissões de gases precisam ser reduzidas em, no mínimo, 43% até 2030, em comparação com os níveis de 2019, e em 60% até 2035.

As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe Milkpoint.

 

 
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