Na reunião da Aliança Láctea realizada na manhã de 01 de setembro, durante a Expointer o 1º vice-presidente da entidade, Alexandre Guerra, assinalou que avanço da cadeia depende da construção de soluções conjuntas e do fortalecimento de todos os seus elos. “São caminhos que a gente vai debatendo e temos visto que estamos avançando. Temos que trabalhar pensando no conjunto, desde os pequenos, médios e grandes, da indústria e do campo, porque sempre repetimos que precisamos estar todos fortes e unidos. Somos interdependentes e todos são importantes”, destacou. Guerra também chamou atenção para o crescimento de segmentos como o de queijos e para a necessidade de ampliar o estímulo ao consumo. Além disso, ressaltou a importância de garantir condições adequadas para a distribuição da produção brasileira, citando os impactos de novas tarifas que encarecem o transporte de produtos da região Sul para o centro do Brasil.
Darlan Palharini, secretário executivo do Sindilat/RS, assinala que o Brasil precisa avançar nas garantias de sanidade animal para permitir que os estados produtores ligados à Aliança Láctea Sul-Brasileira consigam chegar aos mercados internacionais, seguindo trajetórias já exitosas de outras proteínas animais, como ovos e carnes. “Precisamos avançar junto ao governo federal no sentindo de agilizar liberação, mesmo que seja de forma regionalizada, para conseguir embarcar nossos produtos para fora, buscando nichos de mercado que estão se abrindo na Ásia, por exemplo, e que estão sedentos por comida e que agregam grandes populações”.
Foto: Sindilat/RS
Neste cenário, Darlan assinalou a necessidade de construir mecanismos para ampliar a proteção e a sustentabilidade do setor diante de preocupações relacionadas às negociações comerciais, especialmente em relação ao acordo entre Mercosul e União Europeia. “Existe uma preocupação com a criação de salvaguardas para produtos brasileiros, e o setor lácteo está inserido nesse debate, assim como outros segmentos, como vinhos e azeite de oliva”, afirmou. Segundo ele, a busca por maior competitividade passa também pela construção de alternativas próprias para o setor. “Precisamos buscar mecanismos e instrumentos que contribuam para a proteção e a sustentabilidade da cadeia. A discussão sobre comercialização futura, por exemplo, é um dos temas que começam a ganhar espaço e que certamente estará presente nas nossas próximas reuniões”, destacou.
As informações são do Sindilat, adaptadas pela equipe MilkPoint.
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